E-BOOK VACINAÇÃO

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                    Relatório de
Laboratório

manual
manual de
vacinação
vacinação
2021

Universidade
Federal de Alagoas - UFAL
Relatório
de
Laboratório Campus Arapiraca
Saúde da Criança e do Adolescente I

Esse manual é uma produção da Turma IV do Curso
de Medicina da UFAL - Arapiraca, sob requisito da
disciplina Saúde da Criança e do Adolescente I, no
semestre letivo 2020.2, orientado pelos
professores Sandro Lins Machado, Mônica Roseli
Brito Galdino e Luísa Robalinho de Faria Góes

2021

SUMÁRIO
Relatório de
Laboratório

1. Introdução....................................................................5
2. BCG....................................................................................6
3. Hepatite B....................................................................8
4. Rotavírus.....................................................................10
5. DT / DTPa.......................................................................11
6. VIP/VOP.........................................................................13
7. Hib....................................................................................15
8. VPC10 ou 13..................................................................17
9. Meningocócica ACWY/C.........................................19
10. Meningocócica B.......................................................21

SUMÁRIO
Relatório de
Laboratório

11. Influenza......................................................................24
12. Imunobiológicos especiais...................................26
13. Febre amarela..........................................................30
14. SCR...................................................................................32
15. Varicela........................................................................34
16. Hepatite A...................................................................36
17. HPV.................................................................................38
18. Dengue.........................................................................40
19. Vacinação na adolescência..................................42
20. Raiva ...........................................................................44
21.Tétano.............................................................................46

INTRODUÇÃO

AUTORES DO CAPÍTULO
Lucas Gomes Santos
Amanda Júlia de Arruda Magalhães
Lucas Biela da Cruz
Maria Das Graças Castro de Oliveira

O QUE É VACINA?

A vacina é uma forma passiva de adquirir imunidade contra doenças de caráter contagioso. O ato
de se vacinar estimula a produção de anticorpos específicos e de memória (resposta primária induzida pela vacinação). Estas células de memória, após uma segunda exposição ao agente da
doença, promoverá a rápida produção de anticorpos específicos para combater de forma eficaz o
agente agressor (resposta secundária - induzida caso haja exposição de risco).

O QUE É O PNI?
O Programa Nacional de Imunização (PNI) é
responsável pela distribuição de todas as
vacinas para todo território vacinal. Hoje o PNI
dispõe de 45 tipos de vacinas para diferentes
faixas
etárias,
todas
disponibilizadas
gratuitamente por meio do Sistema Único de
Saúde - SUS.

CALENDÁRIO VACINAL
Tem o objetivo de identificar de forma sucinta e
objetiva quais vacinas devem ser tomadas e
seus respectivos prazos. Para garantir o
esquema proposto pelo PNI, o Calendário
Vacinal deve ser seguido por todas idades.

POR QUE SE VACINAR?

A vacinação é a melhor forma de se proteger contra micro-organismos nocivos à saúde. Quem se
vacina tem menos chance de ficar doente e ainda protege as pessoas que se convive por diminuir a
transmissão e consequentemente a contaminação dos outros. A vacinação é o motivo pelo qual
diversas doenças graves e sem cura estão hoje sob controle ou foram extintas. Dessa forma, se
vacinar é um ato de cuidado pessoal e coletivo, necessário para um vida livre de doenças
imunopreveniveis.

SOBRE ESSE MANUAL DE VACINAÇÃO
Esse manual é uma produção da Turma IV do Curso de Medicina da UFAL - Arapiraca, sob requisito
da disciplina Saúde da Criança e do Adolescente I, no semestre letivo 2020.2, orientado pelos
professores Mônica Roseli Brito Galdino, Sandro Lins Machado e Luísa Robalinho de Faria Góes.
Aqui você encontrará um resumo da maioria das vacinas disponíveis pelo PNI, contendo
principalmente o que a vacina previne, suas indicações, esquema de dose e vias de administração.
Boa leitura!

5

BCG

AUTORES DO CAPÍTULO

Bruna Karolayne Oliveira Sampaio

Flávia Ferreira do Nascimento Silva Lima

BREVE HISTÓRICO
A vacina BCG foi criada em 1921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin.

O QUE PREVINE?
Previne a Tuberculose, principalmente
quando se trata das formas graves dessa
doença,
bem
como
meningite
tuberculosa e tuberculose miliar, que é
aquela que se espalha pelo corpo.

DO QUE É FEITA?
A vacina BCG é composta pelo bacilo de
Calmette-Guérin, suas siglas deram
origem ao nome BCG. A vacina é feita com
o vírus enfraquecido de uma das bactérias
que causam a tuberculose. Além disso, a
vacina também é composta pelo
glutamato de sódio e solução fisiológica.

INDICAÇÃO
A vacina é indicada de rotina após o nascimento, podendo ser aplicada até antes de a
criança completar os 5 anos de idade. Como também, é indicada para pessoas de qualquer
idade que convivem com portadores de hanseníase e para estrangeiros, ainda não
vacinados, que estejam de mudança para o Brasil.

ESQUEMA DE DOSES
Dose única.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
Intradérmica.

6

CONTRAINDICAÇÕES
Prematuros, até que atinjam 2 kg;
Reações dermatológicas no local da aplicação;
Imunodeficiência congênita ou adquirida;
Acometidas de neoplasias malignas;
Em tratamento com corticosteroides em doses elevadas (equivalente a prednisona na
dose de 2mg/kg/dia ou mais, para crianças, ou de 20mg/dia ou mais, para adultos, por
mais de duas semanas) ou submetidas a outras terapêuticas imunodepressoras
(quimioterapia antineoplásica, radioterapia, etc.);
Grávidas.

EFEITOS ADVERSOS
A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1
cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no
braço direito. Essa reação é esperada.
A vacina pode causar eventos adversos locais, regionais ou
sistêmicos, que na maioria das vezes são decorrentes do tipo de
cepa utilizada, da quantidade de bacilos atenuados
administrada, da técnica de aplicação e da presença de
imunodepressão congênita ou adquirida. Dependendo de
localização, extensão e gravidade, as complicações podem ser
classificadas da seguinte forma:
Lesões locais e regionais mais frequentes: úlcera com
diâmetro maior que 1cm; abscesso subcutâneo frio;
abscesso subcutâneo quente; linfadenopatia regional
supurada; cicatriz quelóide; reação lupóide;
Lesões resultantes de disseminação, podem ser localizadas
ou generalizadas e sua incidência bastante rara:
lesões localizadas: em pele; osteoarticulares; em
linfonodos; em um único órgão.;
lesões generalizadas, acometendo mais de um
órgão.

7

HEPATITE B

AUTORES DO CAPÍTULO
Yasmin Vitória Silva Nobre

HISTÓRICO
Mundialmente, a vacina foi inicial utilizada desde a década de 1980, como um produto do plasma
humano. Em 1986, a primeira vacina contra a hepatite B produzida com técnica de e DNA
recombinante foi autorizada. No Brasil, a vacinação para crianças menores de 2 anos teve início
em 1992.

O QUE PREVINE?
Previne contra a infecção do fígado pelo
vírus da hepatite B.

DO QUE É FEITA?
É feita de produtos com o antígeno da
superfície do vírus da hepatite B (AgHBs).
Além disso, ela contém hepatite B
purificado, hidróxido de alumínio, cloreto
de sódio e água para injeção.

INDICAÇÃO

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

É indicada nas primeiras 12-24 horas
de vida do recém-nascido. Também é
indicada para a população de
qualquer
idade,
especialmente
gestantes não vacinadas.

Intramuscular.

ESQUEMA DE DOSE
A primeira dose deve ser administrada nas primeiras 12-24 horas de vida. A partir de
2012, o Plano Nacional de Imunização incorporou a vacina DTP/Hib/HB, aplicada aos 2,
4 e 6 meses.
Crianças com mais de 6 meses e adolescentes não vacinados devem receber 3 doses (0,
1 e 6 meses).
Em condições excepcionais, pode ser utilizado o esquema acelerado com três doses (0, 7
e 21 dias) e uma quarta dose 12 meses após a primeira.

8

CONTRAINDICAÇÕES
Crianças que apresentaram reação anafilática prévia a qualquer um dos componentes da
vacina.

EFEITOS ADVERSOS
Pode ocorrer reações no local da aplicação, com dor, endurecimento, inchaço e vermelhidão.
De maneira sistêmica, a criança pode manifestar febre bem tolerada a autolimitada nas
primeiras 24 horas, irritabilidade, cansaço, dor de cabeça, tontura e desconforto abdominal.
Apesar de raro (< 0,01% doa vacinados), pode ocorrer púrpura trombocitopênica idiopática,
com manchas avermelhadas ou roxas na pele e diminuição da contagem de plaquetas.
Anafilaxia é uma evento raro.

9

ROTAVÍRUS

AUTORA DO CAPÍTULO

Louryanne de Castro Silva

HISTÓRICO
No Brasil, a Vacina oral de rotavírus humano (VORH) foi incluida ao Programa Nacional de
Imunizações (PNI) em 2006.

O QUE PREVINE?
Doença diarreica causada por rotavírus

INDICAÇÃO
Indicada para crianças de 6 semanas
a 8 meses.

ESQUEMA DE DOSE
A primeira dose deve ser realizada aos 2
meses respeitando os limites de no
mínimo 1 mês e 15 dias até, no máximo,
3 meses e 15 dias. E a segunda dose aos
4 meses, com limites de 3 meses e 15
dias até 7 meses e 29 dias.
A vacina pentavalente, disponível na
rede privada, deve ser administrada em
três doses, aos 2, 4 e 6 meses. A
primeira dose deverá ser administrada
no máximo até 3 meses e 15 dias e a
terceira dose até 7 meses e 29 dias.

DO QUE É FEITA?
Existem duas vacinas disponíveis. Uma
monovalente, adotada pelo Programa
Nacional de Imunizações (PNI), e outra,
pentavalente disponível somente na rede
privada. Ambas as vacinas são compostas
por vírus vivo atenuado, incapazes de
causar doença.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
Oral.

CONTRAINDICAÇÕES
Para pessoas com uma ou mais das
seguintes características: alergia grave à
dose prévia, alergia a um dos componentes
da vacina, história prévia de intussuscepção
e malformações intestinais.

EFEITOS ADVERSOS
Os mais comuns são: irritabilidade, febre, vômitos e diarreia.

10

DT / DTPa

AUTORES DO CAPÍTULO

Érika de Fátima Machado Soares
Miguel Ferreira Lustosa Neto

BREVE HISTÓRICO
Em 1998, a vacina isolada contra tétano foi substituída no Programa Nacional de Imunizações
(PNI) pela vacina dupla bacteriana, que era composta tanto pelo toxiode diftérico quanto pelo
tetânico. Em 2012, foi introduzido a vacina pentavalente, que combinava a DTP com a vacina da
hepatite B, Hib e VIP.

O QUE PREVINE?
DTP/DTPa e dTpa: previne contra
difteria, tétano e pertussis.
dT: previne contra difteria e tétano.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
Intramuscular.

DO QUE É FEITA?
É formada por toxiodes diftéricos e tetânicos. O componente pertusssis pode ser proveniente
de uma bactéria inteira (celular, DTP/dTp) ou componentes antigênicos da bactéria (acelular,
DTPa/dTpa). Apresenta hidróxido de alumínio como adjuvante e o timerosal como
conservante.

ESQUEMA DE DOSE
Para DTP/DTPa:
O esquema é de 5 doses, aos 2, 4 e 6 meses, junto a pentavalente, com reforço aos
15 meses. Um segundo reforço deve ser aplicado entre 4 e 6 anos de idade.
Para dT/dTpa:
Aqueles com esquema anterior completo, devem receber outro reforço com dT ou
dTpa, preferencialmente este último, 10 anos após o último reforço. E novo reforço a
cada 10 anos (exceto casos especiais que podem tomar antes).
No caso de esquema incompleto, este deverá ser completado com uma ou duas
doses da vacina, preferencialmente uma delas com a tríplice acelular.
Crianças com 7 anos ou mais, nunca imunizadas ou com histórico vacinal
desconhecido, devem receber três doses (0, 2 e 4 meses). Uma delas sendo
preferencialmente com a tríplice acelular.
Gestantes devem receber, a cada gravidez, uma dose da vacina dTpa a partir da
vigésima semana de gestação até 45 dias do puerpério.

11

CONTRAINDICAÇÕES
Para qualquer das vacinas:
Maiores de 7 anos
Anafilaxia causada por qualquer componente da vacina
Encefalopatia nos sete dias que se seguiram à aplicação de dose anterior de vacina
Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação deve ser adiada até que ocorra a
melhora

EFEITOS ADVERSOS
A vacina DTPa (acelular), quando possível, deve substituir a DTP (células inteiras), pois tem
eficácia similar e é menos reatogênica.
No geral, há reações no local da aplicação (dor, vermelhidão e inchaço) e a melhora é
espontânea. Pode haver ainda: febre, sonolência, perda do apetite, entre outros menos
comuns.

12

VIP/VOP

AUTORES DO CAPÍTULO

Ayara Jhulia Palmeira Dantas Lima

Roberta Karolline de Souza Lima

BREVE HISTÓRICO
A vacina inativada contra o pólio (VIP) foi desenvolvida por Jonas Salk e entrou em uso em 1955. A
vacina oral contra a poliomielite (VOP) foi desenvolvida por Albert Sabin e entrou em uso comercial
em 1961.

O QUE PREVINE?
Evita a poliomielite, uma doença aguda
transmissível causada por qualquer um
dos 3 sorotipos de poliovírus (tipos 1, 2
ou 3). O poliovírus era a principal causa
de paralisia infantil.

DO QUE É FEITA?
A VIP é uma vacina inativada, injetável,
composta por partículas dos vírus da pólio
tipos 1, 2 e 3. (trivalente). A VOP é uma
vacina bivalente, contendo os tipos 1 e 3
do poliovírus.

ESQUEMA DE DOSES
1º Dose ------------------------------ 2 meses ------------------------------ VIP
2º Dose ------------------------------ 4 meses ------------------------------ VIP
3º Dose ------------------------------ 6 meses ------------------------------ VIP
1º Reforço -------------------------- 15 e 18 meses --------------------------- VIP/VOP
2º Reforço --------------------------- 4 a 5 anos ------------------------------ VIP/VOP

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
A via de administração preferencial da
VIP é a intramuscular, entretanto, a via
subcutânea também pode ser usada,
mas em situações especiais. Já a VOP é
administrada via oral.

OBSERVAÇÃO
No caso da VOP é indicado interromper o
aleitamento materno até 1 hora antes,
para evitar o risco de golfar, caso isso
ocorra após a vacina, deve-se fazer uma
nova dose, para garantir a proteção.

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CONTRAINDICAÇÕES
VIP
Pode causar reação alérgica grave prévia aos produtos contidos na vacina.
VOP
É contraindicada para Imunodeprimidos e seus comunicantes, assim como indivíduos que
desenvolveram pólio vacinal associada a dose anterior da vacina. Os vírus da vacina VOP
podem sofrer mutações em nível intestinal, revertendo-se ao estado de neurovirulência,
podendo provocar poliomielite (Poliomielite paralítica pelo vírus da vacina – VAPP).
NÃO administrar em hospital pelo risco teórico de VAPP em crianças internadas.

EFEITOS ADVERSOS
VIP
Mínimos (febre, hiperemia).
VOP
VAPP, meningite séptica, encefalite e reações de hipersensibilidade.

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HIB

AUTORES DO CAPÍTULO

Jorge Matheus Nascimento Silva
Samilla Cristinny Santos

HISTÓRICO
A vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae tipo b está disponível desde 1993 e tem
eficácia de 95% a 100% após o esquema vacinal completo. No Brasil, ela foi introduzida em 1999
depois de vários países demonstrarem a custo-efetividade da vacina na prevenção de doenças
invasivas pelo Hib.

O QUE PREVINE?
Doenças causadas pelo Haemophilus
influenzae tipo b, principalmentes as
invasivas como: meningite, epiglotite,
pneumonia, artrite séptica, abcessos,
pericardite, empiema, osteomielite e
celulite.

DO QUE É FEITA?
É um tipo de vacina inativada.
Dentro de sua composição estar o pó liofilizado
com polissacarídeo da cápsula da bactéria
Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado
com toxóide tetânico, lactose, cloreto de sódio,
água para injeção. No calendário vacinal pode
conter tanto a apresentação isolada quanto
combinada com a tríplice bacteriana (DTP ou
DTPa).

INDICAÇÕES
Crianças menores de 1 ano com indicação de DTPa deverão receber as doses da vacina
Hib separadamente, no mesmo dia e aplicadas em locais diferentes
Transplantados de medula óssea (para este grupo não há limite de idade)
Menores de 19 anos, não vacinados, que atende pelo menos a uma dessas situações:
HIV/aids; Imunodeficiência congênita e adquirida; Imunodepressão terapêutica ou devido
a alguma doença; Asplenia anatômica ou funcional (ex: anemia falciforme); Diabetes
mellitus; Nefropatia crônica/hemodiálise/síndrome nefrótica; Trissomias (ex: síndrome
PROCEDIMENTO
de Down); Cardiopatia e pneumopatia crônica; Asma persistente moderada ou grave;
Fibrose cística; fístula liquórica; doenças de depósito (doenças autoimunes);
Transplantados de órgãos sólidos; Doença neurológica incapacitante; Implante de cóclea.

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VIA DE ADMINISTRAÇÃO

CONTRAINDICAÇÃO

A dose é de 0,5 ml por via IM, no vasto
lateral da coxa em crianças menores de 2
anos de idade ou no deltóide acima desta
faixa etária.

Pacientes que apresentaram anafilaxia
provocada por qualquer componente da
vacina ou por dose anterior.

ESQUEMAS DE DOSE
Pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é disponibilizada a vacina em esquema de 3
doses: aos 2, 4,e 6 meses de idade.
Uma quarta dose entre 12 e 18 meses, em especial para crianças vacinadas com a vacina
DTPa( de acordo com a sociedade brasileira de Pediatria -SBP)
Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos não vacinados e com doenças que
aumentem o risco da doença: duas doses com intervalo de dois meses.
O esquema vacinal para as crianças de 2 a 6 meses contam com um esquema vacinal
primário de três doses com intervalo de 60 dias sendo 30 dias o intervalo mínimo entre as
doses. A primeira dose é indicada aos 2 meses de idade; a segunda dose aos 4 meses de
idade; e a terceira dose aos 6 meses de idade. Após início do esquema vacinal primário é
indicado uma dose de reforço aos 12 a 15 meses.
Crianças de 7 a 11 meses recebem duas doses com intervalo de 4 a 8 semanas, e dose de
reforço de 12 a 15 meses;
Imunocompetente com faixa etária entre 12 meses a 4 anos e 5 a 18 anos recebem a
vacina em dose única;
Imunodeprimido nas mesmas faixas etárias recebem duas doses no intervalo de 4 a 8
semanas;
Pacientes transplantados de medula óssea independente da idade recebem três doses
com intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose.

EFEITO ADVERSO
Geralmente leves e limitadas às primeiras 24 horas após a vacinação, apresentando
eritema, edema e dor em 3,7% a 30% dos vacinados
Sistêmicos: febre nas primeiras 24 horas é relatada por 1% a 6% dos vacinados,
irritabilidade e sonolência podem aparecer em 1% a 20% dos vacinados. Não há relatos de
eventos pós- vacinais graves que possam ser atribuídos à vacinação.
Manifestações graves, como anafilaxia, episódios hipotônicos hiporresponsivos e
encefalopatias são extremamente raras.

16

VPC10 OU 13

AUTORES DO CAPÍTULO

James Romero Soares Bispo
Lívia Maria Barbosa Neves

BREVE HISTÓRICO
Entre 1970 e 1990, foram disseminadas mundialmente cepas de Streptococcus pneumoniae
resistentes à penicilina, o que aumentou a importância da prevenção contra o pneumococo. Desde
2010, o Programa Nacional de Imunizações oferece a vacina pneumocócica 10 valente, que
protege contra 10 sorotipos da bactéria e em 2019 foi incorporada a vacina 13 valente, que
protege contra 13 sorotipos.

O QUE PREVINE?

DO QUE É FEITA?

As vacinas pneumocócicas conjugadas
10-valente (VPC10) e 13-valente
(VPC13) previnem, respectivamente,
cerca de 70% e 90% dos quadros de
pneumonia, meningite e otite causadas
pelo pneumococo em crianças.

São vacinas inativadas.
A VPC 10 é composta de 10 sorotipos do
pneumococo que podem estar conjugados
com a proteína D do H. influenzae tipo b e
com os toxóides tetânico e diftérico. Já a
VPC13 é composta de 13 sorotipos do
pneumococo conjugados com a proteína
CRM197.

INDICAÇÕES
Crianças a partir de 2 meses e menores de 6 anos;
Para crianças a partir dos 6 anos, adolescentes, adultos portadores de doenças crônicas
e, sobretudo, maiores de 60 anos indica-se a VPC13 ou a VPC 23.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

CONTRAINDICAÇÕES

Ambas são de aplicação intramuscular
(IM).

Crianças que tiveram reação a algum
componente
da
vacina
ou
que
apresentaram reação anafilática após dose
anterior da vacina.

17

ESQUEMA DE DOSES
- Crianças até 5 anos
O Programa Nacional de Vacinação (PNI) recomenda para a VPC10 duas doses com
intervalo mínimo de 2 meses no primeiro ano de vida e uma dose de reforço aos 12
meses de idade, podendo ser aplicada até os 4 anos e 11 meses de idade. Para crianças
saudáveis com esquema completo, recomenda-se uma dose de reforço com a VPC13
até os 5 anos de idade.
Para a VPC13, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm)
recomendam a vacinação infantil de rotina com quatro doses da vacina VPC13 aos 2, 4 e
6 meses de vida e reforço entre 12 e 15 meses.
- Crianças entre 1 e 2 anos e não vacinadas
Duas doses da VPC13 com intervalo de dois meses.
- Crianças entre 2 e 5 anos de idade
Não vacinadas: uma dose de VPC13. Portadoras de doenças crônicas poderão se
beneficiar de uma dose da VPP23.
- Crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos com doenças crônicas que justifiquem a
vacinação e ainda não vacinados
Dose única de VPC13. Em algumas situações, duas doses com intervalo de dois meses
podem estar indicadas. Nesses casos, pode ser necessário complementar a vacinação
com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).

EFEITOS ADVERSOS
- VPC 10
Cerca de 38,3% dos vacinados apresentaram dor, inchaço e vermelhidão. Entre os sintomas
gerais irritabilidade foi relatada por metade dos vacinados, além de sonolência , perda de
apetite e febre. Em crianças com até 5 anos de idade, 0,1% a 0,01% apresentaram
dificuldade respiratória, diarreia, vômitos ou choro persistente. Os casos de erupções de
pele e convulsões foram raros.
- VPC 13
Em cerca de 10% das crianças vacinadas ocorreram diminuição do apetite, irritabilidade,
sonolência e sono inquieto, além de febre e reações no local da aplicação (dor, vermelhidão,
inchaço e endurecimento). De 15 a 10% apresentaram diarreia, vômitos, erupção cutânea ou
febre acima de 39°C. Choro persistente, convulsões, urticária, reação local intensa foram
relatados em até 1% das crianças e mais raramente episódio hipotônico-hiporresponsivo
(EHH) e anafilaxia.

18

MENINGOCÓCICA
ACWY/C

AUTORES DO CAPÍTULO
Daniel Martins Correia

Vitória Ingryd dos Santos Cardoso

BREVE HISTÓRICO
Motivados pelo aumento das taxas de incidência de doença meningocócica causada pelo
sorogrupo C, alguns países introduziram em seu calendário de rotina vacinas conjugadas
contra o meningococo C, levando a uma redução significativa na incidência da doença no
período imediato à sua introdução. No Brasil, desde março de 2020, o Ministério da Saúde
incorporou ao Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica ACWY – disponível
em todas as salas de imunização.

O QUE PREVINE?

DO QUE É FEITA?

Meningites e infecções generalizadas
(doenças meningocócicas) causadas pela
bactéria meningococo dos tipos A, C, W e
Y.

Vacina inativada, portanto, não tem como
causar a doença. Contém antígenos das
cápsulas
dos
meningococos
dos
sorogrupos A, C, W e Y conjugados a uma
proteína que, dependendo do fabricante,
pode ser o toxoide tetânico, diftérico, ou o
mutante atóxico da toxina diftérica (CRM197).

INDICAÇÃO
Para crianças a partir de 2 meses de idade e adolescentes;
Para adultos e idosos com condições que aumentem o risco para a doença meningocócica
ou de acordo com a situação epidemiológica;
Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

CONTRAINDICAÇÕES

Via Intramuscular.

Pessoas que tiveram anafilaxia após o uso
de algum componente da vacina ou após a
dose anterior.

19

ESQUEMA DE DOSES
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)
recomendam o uso rotineiro dessa vacina para crianças e adolescentes. Na impossibilidade
de usar a vacina ACWY, deve-se utilizar a vacina meningocócica C conjugada.
Para crianças, a vacinação de rotina deve iniciar aos 3 meses de idade com 2 doses no
primeiro ano de vida (dependendo das recomendações das bulas) e reforços entre 12 e 15
meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade.
Para adolescentes que nunca receberam a vacina meningocócica conjugada ACWY, são
recomendadas 2 doses com intervalo de cinco anos. Já, para adultos, dose única, a depender
de risco epidemiológico ou condição de saúde.

EFEITOS ADVERSOS
Em 10% dos vacinados ocorrem: inchaço, endurecimento, dor e vermelhidão no local da
aplicação; perda de apetite; irritabilidade; sonolência; dor de cabeça; febre; calafrios;
cansaço e dor muscular.
Entre 1% e 10% dos vacinados apresentam sintomas gastrintestinais (incluindo diarreia,
vômito e náusea); hematoma grande no local da aplicação; erupções na pele e dor nas
articulações.
Em 0,1% a 1% dos vacinados ocorrem: insônia; choro persistente; sensibilidade
diminuída da pele no local da aplicação; vertigem; coceira; dor muscular; dor nas mãos e
pés e mal-estar.
Em 0,01% a 0,1%, principalmente em adultos, acontece inchaço extenso no membro em
que foi aplicada a vacina, com frequência associado à vermelhidão, algumas vezes
envolvendo a articulação próxima ou inchaço de todo o membro.
As reações tendem a desaparecer em até 72 horas.

20

MENINGOCÓCICA B

AUTORES DO CAPÍTULO
Talles Alberto
Bispo da Silva

DO QUE É FEITA?
É uma vacina inativada! Dessa forma, ela não causa nenhuma infecção. É composta por quatro
componentes do meningococo B, hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e
água para injeção.

O QUE PREVINE?
Ela previne doenças causadas pelo
meningococo B, como meningites e
infecções generalizadas.

QUEM PODE TOMAR?
Crianças
Adolescentes
Mulheres
Homens

INDICAÇÕES

Crianças e adolescentes segundo calendário vacinal;
Adultos com até 50 anos que tenham risco epidemiológico;
Pessoas que viajarão para áreas em que se tenha um risco aumentado para a doença
meningocócica;
Pessoas de qualquer idade com doenças que aumentem a chance de ter doença
meningocócica.

ESQUEMA DE DOSES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Para crianças é recomendado o uso de duas doses e um reforço da vacina meningocócica B:
aos 3 e 5 meses de vida e entre os 12 e 15 meses. Mas esse esquema pode variar a
depender da data do início da vacinação. Mostraremos abaixo!
Para adolescentes não vacinados previamente recomenda-se o uso de duas doses com
intervalo de um mês.

21

ESQUEMA DE DOSES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Caso a vacinação seja iniciada entre 3 a 11 meses de idade
Número de doses: duas doses
Intervalo entre as doses: dois meses
Reforço: uma dose entre 12 e 15 meses de idade
Caso a vacinação seja iniciada entre 12 a 23 meses de idade
Número de doses: duas doses
Intervalo entre as doses: dois meses
Reforço: uma dose com intervalo de 12 a 23 meses da última dose
Caso a vacinação seja iniciada a partir dos 24 meses de idade
Número de doses: duas doses
Intervalo entre as doses: um mês

CONTRAINDICAÇÃO
Pessoas que tiveram alergia após uso de
algum componente da vacina ou após
dose anterior.

VIA DE APLICAÇÃO
Intramuscular!

CUIDADOS ANTES, DURANTE E APÓS VACINAÇÃO
Caso o paciente esteja com febre, a vacinação deve ser adiada.
Caso ocorra febre após a aplicação, paracetamol pode ajudar!
Compressas frias no local da aplicação aliviam a reação local.
Após qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação, o paciente deve
procurar ajuda médica e o evento deve ser notificado ao serviço que realizou a aplicação.

POSSÍVEIS EFEITOS ADVERSOS
Em crianças menores de 2 anos pode ocorrer febre alta com duração de 24 a 28 horas.
Em crianças até 10 anos e em mais de 10% dos vacinados acontecem: perda de apetite;
sonolência; choro persistente; irritabilidade; diarreia; vômitos; erupções na pele.
Também pode ocorrer reações (dor, calor, vermelhidão, inchaço) no local da aplicação e
ao movimentar o membro onde foi aplicada a vacina.

22

POSSÍVEIS EFEITOS ADVERSOS
Em 0,01% a 0,1% ocorrem urticária e outras reações alérgicas.
Em mais de 10% dos vacinados com mais de 11 anos ocorre cefaleia, náuseas, dor nos
músculos e articulações e mal-estar.

IMPORTANTE SABER
Onde pode ser encontrada?
Serviços privados de vacinação.
O que é vacinação de bloqueio?
É a vacinação feita nos casos de surto em uma população, com o
objetivo de imunizar toda uma comunidade e impedir que
apareçam novas ocorrências da doença.

23

INFLUENZA

AUTOR DO CAPÍTULO
Camila Feitosa dos Santos Trajano

HISTÓRICO
A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade.
A estratégia de vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações
(PNI) em 1999, com o propósito de reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo.

O QUE PREVINE?

VIA DE ADMINISTRAÇÃO

Infecção pelo vírus Influenza (que
causa a gripe)

Via Intramuscular.

DO QUE É FEITA?

ESQUEMAS DE DOSES

É uma vacina inativada. Contém
proteínas de diferentes cepas do vírus
da Influenza.
A vacina da Influenza contêm traços de
proteínas do ovo porque o cultivo das
cepas é feito em ovos embrionados de
galinhas

Crianças entres 6 meses e 8 anos:
Duas doses na primeira vez em que
forem vacinadas, intervalo de 1 mês
Revacinação anual
A partir de 9 anos:
Dose única anual

INDICAÇÕES
A partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções
respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença

CONTRAINDICAÇÕES
Pessoas com alergia grave (anafilaxia), a ovo de galinha, a algum
componente da vacina ou a dose anterior.

24

CUIDADOS ANTES, DURANTE E APÓS A VACINAÇÃO
Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos podese usar medicação para dor, sob recomendação médica.
Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao
serviço que a realizou.
Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas
(dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

EFEITOS ADVERSOS
Manifestações locais como dor, vermelhidão e endurecimento ocorrem em 15% a 20%
dos vacinados. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas.
Manifestações sistêmicas também são benignas e breves. Febre, mal-estar e dor
muscular acometem 1% a 2% dos vacinados. Têm início de seis a 12 horas após a
vacinação e persistem por um a dois dias, sendo mais comuns na primeira vez em que
tomam a vacina. Reações anafiláticas são raríssimas.

25

IMUNOBIOLÓGICOS
ESPECIAIS

AUTORES DO CAPÍTULO

Maria Lua Santos Alves de Farias

Matheus Henrique Almeida Rocha

DEFINIÇÃO
São vacinas e imunobiológicos desenvolvidos para beneficiar uma parcela especial da
população, como imunodeprimidos e seus contatos; intolerantes aos produtos comuns,
devido a reações alérgicas ou manifestação de eventos adversos pós-administração;
pessoas expostas inadvertidamente a agentes infecciosos por motivos profissionais ou de
violência, por exemplo.

ONDE DEVEM SER SOLICITADOS?
Nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE).

INDICAÇÕES, POR IMUNOBIOLÓGICO
VACINA INATIVADA POLIOMIELITE (VIP)
Recém-nascidos e lactentes que permaneçam internados em unidade neonatal por
ocasião da idade de vacinação contra a poliomielite;
Crianças imunodeprimidas, de forma congênita ou adquirida, não vacinadas ou que
receberam esquema incompleto de vacinação contra poliomielite;
Crianças que estejam em contato domiciliar ou hospitalar com pessoa imunodeprimida;
Crianças com história de paralisia flácida associada à vacina, após dose anterior de VOP;
Pessoas submetidas a transplante de órgãos sólidos ou de células-tronco
hematopoiéticas.

VACINA HEPATITE B (HB)
Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida;
Convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras de vírus da hepatite B;
Doadores de sangue;
Doadores ou transplantados de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas;
Indivíduos com diabetes mellitus e doenças autoimunes;
Pacientes com fibrose cística;
Portadores de hepatopatias crônicas e hepatite C; ou de doenças renais crônicas;

26

Vítimas de violência sexual;
Vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção
por VHB;
Comunicantes sexuais de portadores de VHB.

IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI-HEPATITE B
(IGHAHB)

Prevenção da infecção perinatal pelo vírus da hepatite B;
Vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção
por VHB;
Comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B;
Vítimas de violência sexual;
Imunodeprimidos após exposição de risco, mesmo que previamente vacinados.

VACINA HEPATITE A

Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia;
Portadores crônicos do VHB;
Indivíduos com memoglobinopatias e coagulopatias;
Pacientes com HIV/aids;
Imunodepressão terapêutica ou doença imunodepressora;
Pacientes com doenças de depósito, fibrose cística ou trissomias;
Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes;
Doadores e transplantados de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas;

VACINA VARICELA

PRÉ-EXPOSIÇÃO
Pessoas imunocompetentes de grupos especiais de risco suscetíveis à doença que
estejam em convívio domiciliar ou hospitalar com pacientes imunodeprimidos;
Maiores de 1 ano de idade imunocompetentes e suscetíveis à doença, no momento da
internação onde haja caso de varicela;
Candidatos a transplante de órgãos, suscetíveis à doença, até pelo menos 3 semanas
antes do procedimento, desde que não estejam imunodeprimidos;
Nefropatias crônicas e síndrome nefrótica;
Doadores de órgãos sólidos e de células-tronco hematopoiéticas;

Receptores de transplante de células-tronco hematopoiéticas: pacientes transplantados
há 24 meses ou mais, sendo contraindicada quando houver doença enxerto versus
hospedeiro;
Crianças e adolescentes infectados pelo HIV suscetíveis à varicela nas categorias clínicas
N, A e B com CD4 > 15%;
Pacientes com deficiência isolada de imunidade humoral;
Doenças dermatológicas graves;
Uso crônico de ácido acetilsalicílico;
Asplenia anatômica e funcional e doenças relacionadas;
Trissomias.

27

PÓS-EXPOSIÇÃO
Indicada para controle de surto em ambiente hospitalar, nos comunicantes suscetíveis
imunocompetentes maiores de 9 meses de idade, até 120 horas após o contato.

IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTIRRÁBICA (IGHR)
Indivíduos que apresentaram algum tipo de hipersensibilidade quando da utilização de
soro heterólogo;
Indivíduos que não completaram esquema antirrábico por eventos adversos à vacina;
Indivíduos imunodeprimidos na situação de pós-exposição, sempre que houver
indicação de vacinação antirrábica.

VACINA INFLUENZA INATIVADA (INF)

HIV/aids;
Doadores e transplantados de órgãos sólidos e de células-tronco hematopoiéticas ;
Imunodeficiências congênitas ou imunodepressão devido ao câncer ou à
imunodepressão terapêutica;
Comunicantes domiciliares de imunodeprimidos;
Trabalhadores de saúde;
Cardiopatas, hepatopatas e pneumopatas crônicos;
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
Pacientes com diabetes mellitus, fibrose cística, trissomias, implante de cóclea, doenças
neurológicas crônicas incapacitantes, nefropatias crônicas/síndrome nefrótica e asma;
Usuários crônicos de ácido acetilsalicílico.

VACINA INFLUENZA INATIVADA (INF)
Pacientes com HIV/aids;
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
Pneumopatias crônicas, exceto asma intermitente ou persistente leve;
Asma persistente moderada ou grave;
Cardiopatias, hepatopatias e nefropatias crônicas;
Transplantados de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas;
Imunodeficiência devido ao câncer ou à imunodepressão terapêutica;
Pacientes com diabetes mellitus, fístula liquórica, fibrose cística, doenças neurológicas
crônicas incapacitantes, implante de cóclea, trissomias, imunodeficiências congênitas. e
doenças de depósito.
VACINA HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B
Nas indicações de substituição de pentavalente por DTP acelular + Hib + HB;
Transplantados de células-tronco hematopoiéticas;
Nos menores de 19 anos, não previamente vacinados, em situações particulares, como,
por exemplo, em casos de imunodeficiência congênita isolada de tipo humoral ou
deficiência de complemento.

28

VACINA TRÍPLICE ACELULAR (DTPA)
Após os seguintes eventos adversos graves ocorridos com a aplicação da vacina
adsorvida difteria, tétano e pertússis (DTP) ou com a vacina adsorvida difteria, tétano,
pertússis, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b (Penta):
Convulsão febril ou afebril nas primeiras 72 horas após vacinação;
Síndrome hipotônica hiporresponsiva nas primeiras 48 horas após vacinação.
Para crianças que apresentem risco aumentado de desenvolvimento de eventos graves
à vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis (DTP) ou com a vacina adsorvida difteria,
tétano, pertússis, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b (Penta):
Doença convulsiva crônica;
Cardiopatias ou pneumopatias crônicas com risco de descompensação em vigência
de febre;
Doenças neurológicas crônicas incapacitantes;
Crianças com neoplasias e/ou que necessitem de quimio, rádio ou corticoterapia;
RN que permaneça internado na unidade neonatal por ocasião da idade de
vacinação;
RN prematuro extremo.
Preferencialmente, nas seguintes situações de imunodepressão:
Pacientes com neoplasias e/ou que necessitem de quimioterapia, radioterapia ou
corticoterapia;
Pacientes com doenças imunomediadas que necessitem de quimioterapia,
corticoterapia ou imunoterapia;
Transplantados de órgãos sólidos e células-tronco hematopoiéticas

VACINA DUPLA INFANTIL

Encefalopatia nos sete dias subsequentes à administração de dose
anterior de vacina Penta, DTP ou DTP acelular.

IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTITETÂNICA (IGHAT)
Indivíduos que apresentaram algum tipo de hipersensibilidade quando da utilização de
qualquer soro heterólogo;
Indivíduos imunodeprimidos, nas indicações de imunoprofilaxia contra o tétano, mesmo
que vacinado;
Recém-nascidos em situações de risco para tétano cujas mães sejam desconhecidas ou
não tenham sido adequadamente vacinadas;
Recém-nascidos
prematuros
com
lesões
potencialmente
tetanogênicas,
independentemente da história vacinal da mãe.

VACINA MENINGOCÓCICA C CONJUGADA

Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
Imunodeficiências congênitas e adquiridas ou deficiência de complemento e frações.
Pessoas com implante de cóclea;
Microbiologista rotineiramente exposto a isolamento de Neisseria meningitidis;
Pessoas com hepatopatias crônicas e doenças de depósito.

29

FEBRE AMARELA

AUTOR DO CAPÍTULO

Leonardo Amorim Ferreira

O QUE PREVINE?
A vacina previne a manifestação dos vírus do gênero Flavivirus que causam a doença da febre
amarela.

DO QUE É FEITA?
É constituída por vírus vivos atenuados
(vírus ativo, porém, sem capacidade de
produzir a doença) cultivados em ovo de
galinha. Promove a capacidade do
sistema imunológico do indivíduo se
fortalecer contra o vírus. Apresenta
eficácia estimada em 95%.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Crianças a partir de 9 meses de idade,
adolescentes e adultos. E, principalmente,
as pessoas
que vivem em regiões
brasileiras classificadas como áreas de
recomendação de vacinação, ou em
viagem nacional/internacional de risco
para a doença, ou com obrigatoriedade de
comprovação da vacinação.

PARA QUEM ESTÁ CONTRAINDICADA?
Crianças abaixo de 6 meses de idade.
Indivíduos infectados pelo HIV,
sintomáticos e com imunossupressão
grave comprovada por exame de
laboratório.
Pessoas com imunodepressão grave
por doença ou uso de medicação.
Pacientes que tenham apresentado
doença neurológica desmielinizante no
período de seis semanas após a
aplicação de dose anterior da vacina.
Pacientes submetidos a transplante de
órgãos.
Pacientes com câncer.
Pessoas com história de reação
anafilática relacionada a substâncias
presentes na vacina.

Pacientes com história pregressa de
doenças do timo.
Em princípio há contraindicação para
gestantes, mas a administração deve ser
analisada de acordo com o grau de risco,
por exemplo, na vigência de surtos.
A vacinação de indivíduos a partir de 60
anos deve ser evitada, a menos que haja
alto risco de infecção.
Para as mulheres que estejam
amamentando crianças com até 6 meses
de idade, deve-se adiar a vacina até a
criança completar 6 meses de vida. Em
caso de mulheres que estejam
amamentando e receberam a vacina, o
aleitamento materno deve ser suspenso
por, no mínimo, 15 dias.

30

QUAL O ESQUEMA DE
VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?
Duas doses da vacina para crianças menores
de 5 anos de idade, aos 9 meses e 4 anos.
Acima de 5 anos o esquema preconizado é de
dose única. A aplicação de uma segunda dose
para crianças e adolescentes que iniciaram o
esquema acima de 5 anos de idade é
desejável, com o intuito de prevenir falhas
vacinais.

QUAL A VIA DE
ADMINISTRAÇÃO?
Subcutânea
Dose única
0,5mL

QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS ANTES, DURANTE E
APÓS A VACINAÇÃO?
Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação;
Em caso de febre recomenda-se adiar a vacinação até a melhora;
A administração da vacina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças

autoimunes deve ser avaliada com cuidado, pois pode haver imunossupressão nesses pacientes;
Pacientes transplantados de células de medula óssea também devem ser avaliados,
considerando o estado imunológico e o risco epidemiológico, respeitando-se o período mínimo
de 24 meses após o transplante;
Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a
realizou;
Todo e qualquer evento adverso grave e/ou inesperado deve ser notificado às autoridades de
Saúde.

EFEITOS ADVERSOS
Dor no local de aplicação, de intensidade leve a moderada, pode ocorrer em 4% dos
adultos vacinados e um pouco menos em crianças pequenas, durando de um ou dois
dias.
Pode ocorrer febre, dor de cabeça e muscular;
Raramente podem acontecer eventos graves: reações alérgicas, doença neurológica
(encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso
central e periférico) e doença em órgãos (infecção pelo vírus vacinal causando danos
semelhantes aos da doença).

31

SCR - Tríplice Viral

AUTOR DO CAPÍTULO

José Walter de Oliveira Filho

O QUE PREVINE?
A vacina tríplice viral (SCR) previne contra os vírus causadores do sarampo, caxumba e rubéola.

DO QUE É FEITA?
É uma vacina de vírus vivo atenuado, ou
seja, os vírus do sarampo, caxumba e
rubéola ainda estão vivos, porém eles
estão enfraquecidos. Assim, o sistema
imune consegue desenvolver defesas
mais fortes contra eles.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Crianças, adolescentes e adultos. Sendo
que para crianças menores de 5 anos,
também está disponível a vacina tetra viral
(SCR-V), que também inclui a varicela.

PARA QUEM ESTÁ CONTRAINDICADA?
Gestantes;
Pessoas com reação de hipersensibilidade (anafilaxia) à vacina ou a algum componente dela.

QUAL O ESQUEMA DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?
Pode ser realizada tanto com a tríplice quanto com a tetra viral. De acordo com os
calendários de vacinação das Sociedades Brasileiras de Imunizações (SBIm) e de Pediatria
(SBP), deve ser realizada como rotina em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda
aos 15 meses. Todavia, o intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.
Há certos casos especiais nos quais o esquema pode mudar:

Em situações de risco para o sarampo – surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a
primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade. Entretanto, essa
aplicação não conta para o esquema vacinal, e a criança ainda deve receber as duas
doses aos 12 e 15 meses.
Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação
de doses aplicadas, recomenda-se duas doses, com intervalo de um a dois meses.
Não há evidências que justifiquem a aplicação de uma terceira dose da vacina em caso
de surtos desses vírus.

32

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
Subcutânea.

QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS ANTES, DURANTE E
APÓS A VACINAÇÃO?

Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora;
É aconselhável evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação;
Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação;
Caso os efeitos adversos da vacina durem mais de 24 a 72 horas (dependendo do
sintoma), deve-se notificar o serviço que realizou a vacina para investigação de outras
causas para os sintomas.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
As reações locais são muito raras, ocorrendo em menos de 0,1% dos vacinados. Incluem:
ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo;
Febre alta (maior que 39,5°C) surge em 5 a 15% dos vacinados. Ela pode ocorrer de
cinco a doze dias após a aplicação da vacina, e dura de um a cinco dias.
Em 0,5% a 4% dos vacinados também pode ocorrer dor de cabeça, irritabilidade, febre
baixa, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e coriza.
Manchas vermelhas no corpo podem ocorrer de sete a catorze dias após a vacinação,
durando em torno de dois dias em 5% dos vacinados.
A anafilaxia é muito rara e ocorre, geralmente, nos primeiros 30 minutos depois de
administrada a vacina. Nesse caso, não se aplica as doses seguintes da vacina.
A vacina não causa autismo. Essa associação foi totalmente descartada.

33

VARICELA

AUTOR DO CAPÍTULO
Bruno Cavalcante do Nascimento

O QUE PREVINE?
A vacina previne contra o vírus causador da Varicela (catapora).

DE QUE É FEITA?
É composta de vírus vivo atenuado da
cepa Oka. A vacina também pode conter
gelatinas e traços de antibióticos. No
Brasil
ela
possui
apresentação
monovalente
ou
apresentação
combinada com sarampo, caxumba e
rubéola, chamada de tetraviral.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Crianças a partir dos 12 meses de idade,
entretanto, na profilaxia pós-exposição
pode ser administrada a partir dos 9
meses. Indicada também para profilaxia
pós-exposição em indivíduos (crianças,
adolescentes
e
adultos)
imunocompetentes suscetíveis.

PARA QUEM ESTÁ CONTRAINDICADA?

Indivíduos imunodeprimidos (com exceção de alguns casos);
Gestantes;
Histórico de reação anafilática à dose anterior da vacina ou a algum componente;
Administração recente de plasma ou sangue. Recomenda-se um intervalo de no
mínimo 3 meses;
Durante período de 3 meses após suspensão de terapia imunossupressora.

QUAL ESQUEMA DE VACINAÇÃO PARA CRIANÇAS?
O programa nacional de imunizações (PNI) disponibiliza uma dose da tetraviral aos 15
meses. A segunda dose da varicela é aplicada aos 4 anos de idade, com a vacina varicela
isolada.
A sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de imunizações recomendam
duas doses da vacina varicela, umas aos 12 meses e outra entre 15 e 24 meses de idade.
A vacina da varicela pode ser administrada simultaneamente a qualquer outra vacina do PNI
e com qualquer intervalo, exceto as vacinas tríplice viral e febre amarela por conterem vírus
atenuado.

34

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
Subcutânea.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS?
Sintomas locais como dor, hiperestesia ou rubor podem ocorrer nas primeiras horas
pós-aplicação.
Erupção leve é menos comum, mas também pode ocorrer.
Sintomas sistêmicos como febre e exantemas pelo corpo podem ocorrer em 15% e 5%
dos casos respectivamente.

35

HEPATITE A

AUTORA DO CAPÍTULO

Danielle Nascimento Nunes

O QUE PREVINE?
A vacina previne contra a infecção do fígado causada pelo vírus da Hepatite A.

DO QUE É FEITA?
Trata-se de vacina inativada, portanto, não
tem como causar a doença.
É composta por antígeno do vírus da hepatite
A, sal de alumínio amorfo, estabilizante (varia
conforme o fabricante), cloreto de sódio a
0,9%. Pode conter traços de antibiótico
(neomicina), fenoxietanol e formaldeído.
Nos serviços privados de vacinação estão
disponíveis as apresentações pediátricas
(para uso até 15, 17 ou 19 anos de idade,
dependendo do fabricante) e de adultos.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Todas as pessoas a partir de 12 meses de
vida.

PARA QUEM ESTÁ
CONTRAINDICADA?
Pessoas que tiveram reação anafilática a
algum componente da vacina ou a dose
anterior.

QUAL O ESQUEMA DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?

Duas doses com intervalo de seis meses.
As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a
aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a
vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) alterou, em 2017, a faixa etária do esquema
de dose única da vacina para crianças entre 15 meses e antes de completar 5 anos de
idade.

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
Intramuscular.

36

QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS ANTES, DURANTE E
APÓS A VACINAÇÃO?
Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação deve ser adiada até que ocorra a
melhora.
Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação
intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode
ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao
serviço que a realizou.
Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas
(dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
Em 10% dos vacinados ocorrem: irritabilidade, dor de cabeça, cansaço, dor e
vermelhidão no local da aplicação.
Entre 1% e 10% dos vacinados apresentam perda de apetite, sonolência, diarreia,
náusea, vômito, inchaço, mal-estar, febre baixa, endurecimento no local da aplicação.
Entre 0,1% e 1% dos vacinados relatam sintomas respiratórios, rinite, vertigem,
erupções na pele, dor muscular, rigidez muscular.
Em 0,01% a 0,1% houve diminuição da sensibilidade, dormências, coceira, calafrios.

37

HPV

AUTOR DO CAPÍTULO
Regicley Vieira da Silva

O QUE PREVINE ?
A Vacina HPV 2 - previne o HPV 16 e 18. É indicada para a prevenção de diversos tipos de câncer,
em especial o do colo de útero.
A Vacina HPV 4 - previne o HPV 6,11,16,18. Também previne o câncer de colo do útero, da vulva,
davagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma).

DO QUE É FEITA?
Vacina HPV 2 - composta pelas
proteínas L1 do papilomavírus humano
(HPV) tipos 16 e 18, 3-O-desacil-4
monofosforil lipídio A (MPL), alumínio,
cloreto de sódio, fosfato de sódio
monobásico di-hidratado e água para
injeção.
Vacina HPV 4 - composta pelas
proteínas L1 dos papilomavírus humano
(HPV) tipos 6,11,16,18, sulfato de
hidroxifosfato de alumínio, cloreto de
sódio, L- histidina, polissorbato 80,
borato de sódio e água para injeção.

PARA QUEM ESTÁ
CONTRAINDICADA?

Gestantes e pessoas que apresentaram
anafilaxia após receber uma dose da
vacina ou a algum de seus componentes.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Vacina HPV 2
- crianças a partir de 9 anos de idade, o mais
precocemente possível.
Vacina HPV 4
- Na rotina para meninos e meninas de 9 a 14
anos que tenham indicação de vacinação nos
CRIE e que não sejam imunocomprometidos.
- Pessoas com imunodeficiência congênita
ou adquirida, de 9 a 26 anos, não vacinadas
ou que receberam esquema incompleto de
vacinação.
- Homens e mulheres vivendo com HIV/aids
entre 9 e 26 anos de idade.
- Transplantados de órgãos sólidos ou de
células tronco-hematopoiéticas (TMO): entre
9 e 26 anos de idade.
- Neoplasias.
- Doenças autoimunes com prescrição
médica.

QUAL O ESQUEMA DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?
Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias são recomendadas duas
doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses).
A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira,
seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).

38

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
Intramuscular na região deltoide ou anterolateral da coxa.

QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS ANTES, DURANTE E
APÓS A VACINAÇÃO?
Antes de se vacinar, a mulher deve ter certeza de que não está grávida. Contudo, se a
vacina for aplicada sem que se saiba da gravidez, nenhuma intervenção se faz necessária.
Quando a gestação tem início antes de o esquema estar completo, deve-se suspender a
vacinação e retomá-la após o parto.
Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço
que a realizou.
Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24
a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras
causas.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
Locais: dor no local de aplicação, edema e eritema leve a moderado.
Sistêmicos: cefaléia, febre de 38°C ou mais, síncope, reações de hipersensibilidade.

39

DENGUE

AUTORA DO CAPÍTULO
Giovanna Barros Rolim

O QUE PREVINE?
Infecção causada pelos quatro sorotipos de dengue: DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4.

DO QUE É FEITA?
É uma vacina recombinante e atenuada,
composta pelos quatro sorotipos do vírus
da dengue.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Indivíduos entre 9 e 45 anos que moram
em áreas endêmicas e que já tenham sido
expostos ao vírus da dengue.

PARA QUEM ESTÁ CONTRAINDICADA?
Pacientes com reação alérgica aos componentes da vacina;
Pacientes que não tiveram infecção prévia pelos vírus da Dengue;
Pacientes com doença aguda ou febril no momento da administração da vacina;
Pacientes imunodeficientes;
Mulheres grávidas ou que estão amamentando.

QUAL O ESQUEMA DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?
A vacina é administrada em três doses de 0,5 ml, com um intervalo de seis meses entre as
doses.
Mas lembre-se que, para tomar a vacina, o paciente precisa ter histórico médico da doença
confirmado por testes laboratoriais/sorológicos!

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
Via subcutânea.

40

QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS ANTES, DURANTE E
APÓS A VACINAÇÃO?
A vacina só deve ser tomada quando há indicação médica, pois pessoas que não foram
infectadas previamente pelo vírus da dengue possuem risco de complicações mais
graves;
A vacinação deve ser adiada nos seguintes casos:
Se o paciente estiver com febre no momento da aplicação da vacina;
Se o paciente tiver usado doses elevadas de corticosteróides duas semanas antes da
aplicação da vacina;
Se a mulher estiver planejando engravidar, deve esperar até quatro semanas após a
vacinação;
É recomendado que a vacina não seja aplicada no mesmo momento que outras vacinas.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
Dor de cabeça
Dor no local da injeção
Mal-estar
Mialgia
Febre

41

VACINAÇÃO NA
ADOLESCÊNCIA

AUTORA DO CAPÍTULO
Mônica Brito

VACINA

ESQUEMA

Tríplice viral (sarampo,
caxumba e rubéola

• Duas doses >1 ano de idade, com intervalo
mínimo de um mês entre elas.
• Para adolescentes com esquema completo, não
há evidências que justifiquem uma terceira dose
como rotina, podendo ser considerada em
situações de risco epidemiológico, como surtos de
caxumba e/ou sarampo

DISPONÍVEL NO SUS

Hepatite A: duas doses, no esquema 0 - 6 meses.

Hepatites A, B
ou A e B

Hepatite B: três doses, esquema 0 - 1 - 6 meses.
Hepatite A e B: para <16 anos: duas doses aos 0 6 meses. A partir de 16 anos: três doses aos 0 - 1 6 meses.

HPV

• Se o esquema de vacinação não foi iniciado aos 9
anos, aplicar a vacina o mais precocemente possível.
• O esquema de vacinação para meninas e meninos
menores de 15 anos é de duas doses com intervalo
de seis meses (0 - 6 meses).
• Para adolescentes com idade ≥ 15 anos, não
imunizados anteriormente, o esquema é de três
doses (0 - 1 a 2 - 6 meses).

dTpa ou dTpa-VIP
ou dT

• Com esquema de vacinação completo, incluindo a
dose dos 9-10 anos: dose de reforço,
preferencialmente com dTpa, dez anos após a última.
• Com esquema de vacinação incompleto: uma dose
de dTpa a qualquer momento e completar a
vacinação básica com dT (dupla bacteriana do tipo
adulto) de forma a totalizar três doses de vacina
contendo o componente tetânico.
• Não vacinados e/ou histórico vacinal
desconhecido: uma dose de dTpa e duas doses de dT
no esquema 0 - 2 - 4 a 8 meses.

Varicela

• Para suscetíveis: duas doses.
• Para menores de 13 anos: intervalo de três meses.
• A partir de 13 anos: intervalo de um a dois meses.

Influenza

• Dose única anual

Dengue

• Recomendada apenas para adolescentes
soropositivos.
• Esquema de três doses com intervalo de seis meses
(0 - 6 - 12 meses).

Febre Amarela

• Dose única.
De acordo com o risco epidemiológico, uma segunda
dose pode ser considerada, em especial para aqueles
vacinados antes dos 2 anos de idade, pela maior
possibilidade de falha vacinal primária.

42

VACINA

ESQUEMA

Meningocócicas
conjugadas ACWY/C

• Para não vacinados: duas doses com intervalo
de cinco anos.
• Para vacinados na infância: reforço aos 11 anos
ou cinco anos após a última dose

Meningocócica B

• Duas doses com intervalo de um a dois meses.
Não se conhece a duração da proteção conferida e,
consequentemente, a necessidade de dose(s) de
reforço como rotina.

DISPONÍVEL NO SUS

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RAIVA

AUTORA DO CAPÍTULO

Priscilla Cavalcante Rodrigues Figueredo

O QUE PREVINE ?
A vacina antirrábica humana previne o vírus da Raiva em adultos e crianças

DO QUE É FEITA?
De vírus inativados (morto)

PARA QUEM ESTÁ
CONTRAINDICADA?
Não há contraindicação para
prevenção após acidentes com
animais, pois a raiva é doença letal.
Em casos de Reação anafilática após
dose anterior da vacina é
contraindicação apenas para esquema
de pré-exposição.

QUAL A VIA DE
ADMINISTRAÇÃO

Intramuscular.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Em esquema PÓS-EXPOSIÇÃO: todas as
pessoas que sofreram acidentes com animais
(mordeduras
ou
lambeduras)
que
representem risco para a doença, de acordo
com critérios que levam em consideração o
local e o tamanho do ferimento e o grau de
suspeita de raiva no animal envolvido, após
avaliação pelo profissional de Saúde.

Dependendo do caso, pode ser necessário,
além
da
vacina
pós-exposição,
a

administração do soro ou da imunoglobulina
antirrábicos.
Em
esquema
PRÉ-EXPOSIÇÃO:
para
prevenção da doença em pessoas que estão
em risco permanente e que lidam com
animais como veterinários, tratadores e
profissionais de laboratórios que analisam e
testam os vírus da raiva.

O QUE FAZER QUANDO AGREDIDO POR UM ANIMAL, MESMO SE
ELE ESTIVER VACINADO CONTRA A RAIVA
Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o Serviço de Saúde
mais próximo;
Não matar o animal, e sim deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar
qualquer sinal indicativo da raiva. Ele deverá receber água e alimentação normalmente, num local
seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas ou animais;
Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao
Serviço de Saúde.

44

QUAL O ESQUEMA DE DOSES
PRÉ-EXPOSIÇÃO
Apenas para pessoas em risco permanente/prolongado de exposição: três doses, com intervalos de
7 e 21 ou 28 dias após a primeira aplicação (0-7-21 ou 28).

PÓS-EXPOSIÇÃO

Até quatro doses. A recomendação depende da situação do animal e do tipo e local do ferimento
ou lambedura.
Esquema de profilaxia da raiva pós-exposição com 4 doses:
Dias de aplicação: 0, 3, 7, 14;
Via de administração intramuscular profunda utilizando dose completa, no músculo
deltoide ou vasto lateral da coxa. Não aplicar no glúteo.
Esquema de profilaxia da raiva pós-exposição com uso de soro antirrábico (SAR) ou
imunoglobulina antirrábica (IGAR).
4 doses da vacina raiva (inativada). Dias de aplicação: 0, 3, 7, 14. Via de administração
intramuscular profunda utilizando dose completa, no músculo deltoide ou vasto lateral da
coxa. Não aplicar no glúteo.
O SAR ou IGAR devem ser administrados uma única vez e o quanto antes. A infiltração
deve ser executada ao redor da lesão (ou lesões). Quando não for possível infiltrar toda a
dose, aplicar o máximo possível. A quantidade restante, a menor possível, aplicar pela via
intramuscular, podendo ser utilizada a região glútea. Sempre aplicar em local anatômico
diferente de onde foi aplicada a vacina. Quando as lesões forem muito extensas ou
múltiplas, a dose pode ser diluída em soro fisiológico, em quantidade suficiente, para que
todas as lesões sejam infiltradas.
Nos casos em que se conhece tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico, ou
quando não há soro disponível no momento, aplicar a dose recomendada de soro no máximo
em até 7 dias após a aplicação da 1ª dose de vacina de cultivo celular, ou seja, antes da
aplicação da 3ª dose da vacina. Após esse prazo, o soro não é mais necessário.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
Dor, coceira e inchaço no local de aplicação e erupção de pele semelhante a urticária

45

AUTOR DO CAPÍTULO

TÉTANO

Guilherme Vitor da Silva Santos

O QUE PREVINE?
A vacina antitetânica previne contra a infecção causada pela toxina do bacilo tetânico.

DO QUE É FEITA?
Toxina tetânica inativada, o que estimula
o organismo a produzir defesas contra a
doença.

PARA QUEM ESTÁ INDICADA?
Todas as crianças acima de 2 meses de
idade e adultos, inclusive os que já tiveram
tétano.

PARA QUEM ESTÁ CONTRAINDICADA?

Pessoas com hipersensibilidade a qualquer componente da vacina.
Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade ou desordem neurológica
ocorrida após injeção prévia da vacina.
Pessoas em estado febril, infecção aguda ou doença crônica em evolução é preferível adiar
a vacinação.

QUAL O ESQUEMA DE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS?

Duas doses com intervalo de seis meses.
As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam a
aplicação rotineira aos 12 e 18 meses de idade, ou o mais cedo possível, quando a
vacinação não ocorrer nestas idades recomendadas.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) alterou, em 2017, a faixa etária do esquema
de dose única da vacina para crianças entre 15 meses e antes de completar 5 anos de
idade.

QUAL A VIA DE ADMINISTRAÇÃO?
via subcutânea em três doses de 0,5 ml, com um intervalo de seis meses entre as doses.

46

QUAL O ESQUEMA DOSE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Pode ser feita pela vacina tríplice bacteriana (DTP) ou tríplice bacteriana acelular infantil
(DTPa), sendo esta preferível por ter eficácia similar e ser menos reatogênica. O esquema é de
5 doses, aos 2, 4 e 6 meses com reforço aos 15 meses. Um segundo reforço deve ser aplicado
entre quatro e seis anos de idade.
A imunização pode ser feita também pela vacina pentavalente em um esquema de 3 doses,
aos 2, 4 e 6 meses de vida.
Crianças com 7 anos ou mais, nunca imunizadas ou com histórico vacinal desconhecido,
devem receber três doses da vacina contendo o componente tetânico, sendo uma delas
preferencialmente com a vacina tríplice acelular (DTPa) com intervalo de dois meses entre elas
(0, 2 e 4 meses - intervalo mínimo de quatro semanas.
Adolescentes com esquema primário de DTP ou DTPa completo devem receber um reforço
com vacina dupla bacteriana do tipo adulto (dT) ou vacina tríplice bacteriana acelular do tipo
adulto (dTpa), preferencialmente com a formulação tríplice acelular, aos 14 anos de idade.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS COLATERAIS DA VACINA?
Mais comuns:
efeitos locais como dor e vermelhidão no local da injeção, sensação de ter o braço “pesado"
após a administração da vacina
Menos comuns
febre, dor de cabeça, irritabilidade, sonolência, vômito, cansaço, fraqueza ou retenção de
líquidos.

PROFILAXIA DO TÉTANO ACIDENTAL
Ferimentos com RISCO MÍNIMO de tétano:
ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados.
Ferimentos com ALTO RISCO de tétano:
ferimentos profundos ou superficiais sujos; com corpos estranhos ou tecidos
desvitalizados; queimaduras ou congelamento; feridas puntiformes ou por armas
brancas e de fogo; mordeduras; esmagamento, politraumatismos e fraturas
expostas.

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PROFILAXIA EM FERIMENTOS COM RISCO MÍNIMO DE TÉTANO
HISTORICO DE VACINAÇÃO

VACINA

SAT/IGHAT

OUTRAS
CONDUTAS

Incerta ou menos de 3 doses
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há menos de 5 anos

Limpeza e desinfecção. Lavar
com soro fisiológico e
substância oxidante ou
antisséptica e desbridar o
foco da infecção

3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há MAIS de 5 anos e menos de
10 anos
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há MAIS de 5 anos e há mais
de 10 anos
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há 10 anos ou mais anos em
situações especiais

PROFILAXIA EM FERIMENTOS COM RISCO MAXÍMO DE TÉTANO
HISTORICO DE VACINAÇÃO

VACINA

SAT/IGHAT

OUTRAS
CONDUTAS

Incerta ou menos de 3 doses

3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há menos de 5 anos
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há MAIS de 5 anos e menos de
10 anos
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há MAIS de 5 anos e há mais
de 10 anos
3 doses ou mais , sendo a ultima
dose há 10 anos ou mais anos em
situações especiais

1 reforço

Limpeza e desinfecção. Lavar
com soro fisiológico e
substância oxidante ou
antisséptica e remover
corpos estranhos e tecidos
desvitalizados.
Desbridamento do ferimento
e lavagem com água
oxigenada

1 reforço

1 reforço

48

Relatório de
Laboratório

REFERÊNCIAS
1. Sociedade Brasileira de Imunizações
2. Ministério da Saúde
3. Sociedade Brasileira de Pediatria
4. BRASIL. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília, 2014.
ISBN: 9788533421646.
5. STEVANIM, Luiz. Linha do Tempo: Vacinação no Brasil. FioCruz, 2019.
Disponível

em:

https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/reportagem/linha-do-tempovacinacao-no-brasil. Acesso em 07 de setembro de 2021.
6. FERRAZ, Maria Lucia Gomes. Editorial. J Bras Patol Med Lab, v. 43, n. 5, 6 dez.
2007.

Disponível

em:

https://www.scielo.br/j/jbpml/a/z5Pdy59wKJTYS7cpNYhHVtK/?lang=pt.
Acesso em: 10 set. 2021.
7. SALVADOR, Pétala Tuani Candido de Oliveira et al. A rotavirose e a vacina
oral de rotavírus humano no cenário brasileiro: revisão integrativa da
literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p. 567-574, 2011.

Relatório de
Laboratório

REFERÊNCIAS
8. KFOURI, Renato A. et al. Vacina rotavírus: segurança e alergia alimentarPosicionamento das Sociedades Brasileiras de Alergia e Imunologia (ASBAI),
Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP). Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia, v. 1,
n. 1, p. 49-54, 2017.
9. BARRETO, Mauricio L.; PEREIRA , Susan M.; FERREIRA, Arlan A. Vacina BCG:
eficácia e indicações da vacinação e da revacinação. Vacina BCG: eficácia e
indicações

da

vacinação

e

da

revacinação,

https://doi.org/10.1590/S0021-75572006000400006.

Scielo,

2006.

DOI

Disponível

em:

https://www.scielo.br/j/jped/a/TCg8DMtnxLMtRfRvFb5QxZs/?lang=pt.

Acesso

em: 14 set. 2021.
10. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento
de Vigilância Epidemiológica. Manual de vigilância epidemiológica de eventos
adversos pós-vacinação / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde,
Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília: Ministério da Saúde,
2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_posvacinacao.pdf. Acesso em: 14 set. 2021.

Relatório de
Laboratório

REFERÊNCIAS
11. BALLALAI, Isabella; BRAVO, Flavia. Imunização: tudo o que você sempre quis
saber.

4

ed.

Rio

de

Janeiro:

RMCOM,

2020.

Disponível

em:

https://sbim.org.br/images/books/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quissaber-200923.pdf. Acesso em: 09 de setembro de 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 3 ed. Brasília:
12.Ministério

da

Saúde,

2019.

Disponível

em:<

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf>.
Acesso em: 09 de setembro de 2021.
13. DENGVAXIA. Silvia Regina Brollo. Val de Reuil, França: Sanofi Pasteur, 2016.
Bula de remédio.
14. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vacina da Dengue. Disponível em:
<https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacina-dengue>. Acesso
em: 15 set. 2021.
15.Imunização: tudo o que você sempre quis saber. Sociedade Brasileira de
Imunizações. 2016.

Relatório de
Laboratório

REFERÊNCIAS
16.Nota Informativa nº 26-SEI/2017-CGPNI/DEVIT/SVS/MS disponível em
http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/agosto/04/NotaInformativa-N-26_SEI_2017_CGPNI_DEVIT_SVS_MS.pdf
17. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/198_raiva.html