Egressa da Ufal recebe comenda do Crea por trajetória acadêmica
Yelli Katerine foi homenageada durante a 9ª Semana da Engenharia pelo destaque em ensino, pesquisa e extensão
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A egressa do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Yelli Katerine, foi uma das selecionadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL) para a noite de homenagens da 9ª Semana da Engenharia, maior evento da área no estado. A cerimônia aconteceu no último dia 11 de dezembro e concedeu à Yelli a Comenda Engenheiro Antônio Mário Mafra, honraria que reconhece alunos que construíram uma trajetória acadêmica de excelência, com destaque para atuação no ensino, na pesquisa e na extensão.
Yelli, que se formou no último semestre (2025.1), afirma que o título vem para encerrar um ciclo de muitos desafios e êxitos, além de reafirmar o poder da educação como ferramenta transformadora. “É uma recompensa muito grande. Quando comecei a minha graduação, essa comenda era um sonho distante, na verdade parecia algo impossível. Hoje eu vejo que a universidade abre portas e transforma vidas”, destaca.
Conheça a trajetória acadêmica de Yelli
Yelli sempre acreditou no poder da educação. Formada no ensino médio pelo Instituto Federal de Alagoas (Ifal), com curso técnico em Edificações, a agora engenheira civil afirma que foi no ensino federal que encontrou a paixão que moldaria seu futuro e a levou a escolher a Engenharia Civil.
“No curso técnico, a gente trabalhava muito com projetos já no início da área da construção civil, e o que me motivou foi justamente esse contato com a área ainda no ensino médio técnico. Eu gostava muito da parte de projetos e fiquei em dúvida entre arquitetura e engenharia civil, mas acabei optando pela engenharia por ser uma área muito mais ampla. Quando entrei na Ufal, eu queria me inserir em tudo que fosse possível”, relembra.
E assim foi feito, com o ingresso na universidade em 2020 e, desde então, tomou gosto pela área acadêmica. Já no primeiro ano, ingressou no Programa de Educação Tutorial (PET) e afirma que, apesar de já ter tido contato com a pesquisa durante o ensino médio, foi no programa que sentiu maior estímulo para investir na escrita acadêmica e confiar no potencial de suas produções.
“O grupo sempre estimulou muito a escrita acadêmica. Eu sempre gostei de escrever, mas tinha receio. Meus primeiros artigos foram produzidos com o PET e publicados em eventos do programa. Inclusive, viajei para o Rio de Janeiro para apresentar um artigo. Muito disso foi incentivo coletivo. Depois que ganhei mais segurança, comecei a escrever artigos com menos pessoas e até a liderar trabalhos”, conta.
Ao longo da graduação, Yelli seguiu fortalecendo seu currículo acadêmico. Durante a formação, esteve à frente da organização de eventos, participou de projetos de pesquisa, cursos formativos e atuou como monitora nas disciplinas de Desenho Técnico, Instalações Hidrossanitárias, Concreto e Introdução à Engenharia. Para ela, gostar do que se faz é um dos principais vetores de transformação na formação universitária.
“Eu nunca me considerei a pessoa mais inteligente da turma, mas sempre fui muito esforçada e dedicada. Mesmo quando eu não entendia algo, eu insistia, porque gostava do que fazia e me sentia bem ali. Fazer o que gosta pode te levar a voos muito altos. A universidade abre muitas portas e oferece muitas oportunidades, mas é preciso ir atrás. A gente não pode ficar parado esperando que as coisas apareçam. É preciso sair do básico”, reafirma Yelli.
Foi a partir dessa trajetória que Yelli foi selecionada pelos coordenadores do Centro de Tecnologia (Ctec/Ufal), que reúne todos os cursos de engenharia da universidade, para concorrer à comenda e representar o curso de Engenharia Civil na cerimônia. Para ela, o reconhecimento vindo de seus formadores tem um significado especial.
“Para mim, é uma satisfação muito grande, porque o Ctec foi a minha segunda casa por muito tempo. Eu passava mais tempo lá do que em casa. Minha primeira aula na universidade foi no nivelamento, uma atividade organizada para os calouros. Eu lembro que saí daquela aula com uma vontade muito grande de fazer a diferença. Eu não queria só assistir aula, fazer prova e ser aprovada. Eu queria ir além. Esse prêmio é uma recompensa por tudo o que eu doei ao centro. Foi realmente muito recompensante”, afirma.
Agora, Yelli pretende seguir na vida acadêmica e já tem planos para ingressar no mestrado e realizar o sonho de, um dia, tornar-se professora universitária, transformando a vida de futuros profissionais, assim como a sua foi transformada. “A engenharia civil é muito ampla, e isso despertou ainda mais meu interesse pela área acadêmica. Hoje estou em processo de inscrição para o mestrado, porque realmente gostei da pesquisa e da vida acadêmica. É um caminho longo, mas vou aos poucos. E o conselho que deixo é: fujam do básico. Não vão para a universidade apenas para assistir aula e fazer o mínimo, que é ser aprovado nas disciplinas. Vivam a universidade e todas as oportunidades que ela oferece”, finaliza.