Evento conecta comunidade universitária e profissionais do setor de jogos

Alagames ocorreu na última segunda-feira (21) e promoveu palestras, projetos e debates sobre desenvolvimento de jogos em Alagoas

Por Kenny Lucas - estudante de jornalismo com Ascom Ufal
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Alagames reuniu estudantes, professores e profissionais do setor de jogos
Alagames reuniu estudantes, professores e profissionais do setor de jogos

Com uma programação voltada para o universo da criação de games, o Alagames teve sua primeira edição realizada na última segunda-feira (21), no auditório do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV), no Campus A.C. Simões, em Maceió.

Realizado pelo curso de Design da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio do Laboratório de Experimentação em Design (LED) e da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proexc), em parceria com integrantes do Coletivo de Desenvolvimento de Jogos de Alagoas (Deja), o evento reuniu estudantes, professores e profissionais para discutir o cenário local de desenvolvimento de jogos.

A programação contou com bate-papos, apresentações de projetos e palestras temáticas, buscando abrir espaço para o diálogo entre diferentes áreas envolvidas na criação de jogos, como design, computação, narrativa e arte visual.

O evento também foi espaço para a apresentação de jogos alagoanos produzidos com fomento público. Foram exibidos projetos viabilizados pela Lei Paulo Gustavo (LPG) em Alagoas, como “Ecos de Xango” (Gustavo Barbosa), “Canções da Liberdade” (Aryadne Coppini), “Costa dos Corais” (Felipe Jatobá) e “Ignition Conscious” (Rafael Santos), com operacionalização da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (Semce) e com apoio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult). Thiago Cortez apresentou a trilogia “Guerra do Alagado”, “Criaturas do Alagado” e “Mitologias do Alagado”, desenvolvida a partir de diferentes linhas de fomento cultural.

Durante a ação, temas como o panorama do mercado de jogos em Alagoas, storytelling, e apresentação de games produzidos no estado foram abordados. Para Thiago Cortez, integrante do Deja e palestrante do evento, esse tipo de iniciativa é essencial para aproximar estudantes e profissionais. 

“Esse encontro ajuda a desmistificar o processo de criação de jogos. Muita gente acompanha de fora, sem saber por onde começar. Aqui, eles puderam ouvir quem está na área, conhecer projetos locais e perceber que é possível fazer parte desse ecossistema”, afirmou. 

Além de profissionais experientes, o público que participou foi composto por estudantes que, mesmo no início da graduação, já demonstravam interesse na área. É o caso de Arthur Adler, aluno do segundo período do curso de Design, que conta ser um grande entusiasta do mundo dos games e que, agora, descobriu uma nova versão do segmento. 

“Sempre gostei muito de videogames, mas não tinha noção de como o mercado funcionava no Brasil. Descobrir que existem projetos locais sendo desenvolvidos, que há incentivo e que o mercado está crescendo foi muito importante para mim. Passei a enxergar o desenvolvimento de jogos como uma possibilidade real”, comentou o estudante. 

Luan de Castro, também do segundo período de Design, destacou o valor da experiência. “Mesmo que eu não siga diretamente para essa área, tudo o que aprendi aqui se conecta com a prática do design e com a criatividade de forma geral. Conhecer as etapas de desenvolvimento e a realidade do processo é essencial para quem quer trabalhar com criação”, disse. 

A professora Layane Araujo, docente da Ufal e coordenadora do projeto, acredita que o evento cumpriu seu papel de fomentar o engajamento e dar visibilidade à produção local. “Foi um ponto de partida. A receptividade dos estudantes mostra que há demanda por esse tipo de iniciativa. Queremos continuar, ampliar as temáticas, convidar mais participantes e fortalecer ainda mais essa comunidade”, concluiu.