Inglês acadêmico ganha novas práticas em e-book da Ufal, acesse
Material produzido por estudantes traz atividades adaptáveis para diferentes contextos de aprendizagem
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Jogos, debates, simulações, leitura de textos científicos e atividades sobre temas que vão de meio ambiente e saúde a tecnologia e diversidade integram a Coletânea de atividades de inglês para fins acadêmicos. O e-book transforma experiências de pesquisa e de sala de aula em propostas práticas para professores interessados em explorar novas formas de ensinar inglês no contexto acadêmico. A publicação foi desenvolvida por bolsistas do Núcleo de Língua Inglesa da Rede Andifes Idiomas sem Fronteiras (IsF) na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), sob orientação do professor Sérgio Ifa.
O livro tem 101 páginas e está disponível no Repositório Institucional da Universidade, clicando aqui. A obra foi organizada pelos professores Sérgio Ifa, Igor Cauã da Silva Santos, Jin He Vieira Torres Gomes, Arthemis Galdino Farias, Cauã Vinícius da Conceição Nascimento e Cláudio Pedro Neves da Silva.
De acordo com os organizadores, a coletânea nasceu de estudos sobre a elaboração de materiais didáticos destinados ao ensino de Línguas para Fins Específicos (LinFE): “As atividades foram desenvolvidas para cursos de extensão presenciais voltados a diferentes necessidades acadêmicas, contemplando estratégias de leitura, comunicações orais e preparação para testes de proficiência”, explicam, com destaque para o Test of English as a Foreign Language (TOEFL).
Além de reunir exercícios de vocabulário ou gramática, a publicação parte da ideia de que o ensino deve considerar aquilo que os estudantes já sabem, o que precisam desenvolver e em quais situações utilizarão a língua inglesa. “A obra busca apresentar experiências que façam a língua ganhar vida de maneira cognitiva e emocional, por meio de uma abordagem direcionada, comunicativa e multimodal”, resumem os autores.
Por isso, as atividades procuram relacionar objetivos de aprendizagem, materiais, metodologias e formas de avaliação, aproximando o conteúdo das experiências e necessidades dos participantes.
Inglês para pensar, interagir e participar
Um dos diferenciais do material é a combinação entre desenvolvimento linguístico e letramento crítico. As propostas estimulam os estudantes não apenas a compreender estruturas e vocabulário, mas também a analisar discursos, relacionar textos às próprias experiências e refletir sobre questões sociais.
Essa perspectiva aparece na própria variedade dos conteúdos. A coletânea está organizada em sete grandes eixos: Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia, Diversidade, Estratégias Linguísticas, Tópicos Gramaticais e Simulações. Entre as propostas estão atividades sobre vida marinha e poluição, fake news e saúde, hábitos de autocuidado, envelhecimento, padrões de beleza, acessibilidade, tecnologia, estratégias argumentativas, gerenciamento do tempo em provas do TOEFL e situações simuladas de comunicação.
Na seção dedicada ao meio ambiente, por exemplo, uma das atividades utiliza infográficos sobre poluição dos oceanos e espécies ameaçadas para trabalhar leitura, oralidade, relações de causa e consequência e expressões utilizadas para apresentar opiniões. Os alunos são convidados a interpretar dados, discutir possíveis impactos ambientais e propor soluções para redução de resíduos.
Em outra proposta, na área de saúde, um jogo sobre covid-19 e fake news utiliza o vocabulário de um artigo científico para ajudar o estudante a reconhecer palavras cognatas e falsos cognatos. A dinâmica incentiva discussão em grupo, formulação de hipóteses e reflexão sobre como o contexto interfere na compreensão de palavras em inglês.
Material pensado para o professor
A publicação também foi estruturada para facilitar sua utilização em sala de aula. Cada proposta informa o nível de proficiência, as habilidades trabalhadas, o tempo de preparação, os objetivos, os materiais necessários e o passo a passo da atividade. Há ainda observações destinadas aos docentes e sugestões de atividades complementares.
Algumas sequências contam ainda com materiais prontos para impressão, como cartões, tabelas e tabuleiros. A intenção, porém, não é oferecer um roteiro fechado: os próprios autores incentivam os professores a adaptarem as atividades às características das turmas e às diferentes realidades educacionais.
Essa flexibilidade acompanha a concepção adotada durante a pesquisa: materiais didáticos não se limitam ao livro tradicional e podem envolver textos jornalísticos, conteúdos da internet, vídeos, filmes, músicas, jogos ou outros recursos capazes de criar oportunidades significativas de contato e produção na língua inglesa.
“A memória desempenha um papel importantíssimo na aprendizagem, e lembranças emocionalmente impactantes são mais fáceis de se recordar. Os estudantes podem não se lembrar das aulas em que apenas escreveram no caderno ou responderam a questões do livro didático, mas, sem sombra de dúvidas, aquelas aulas em que se divertiram jogando um tabuleiro sobre o conteúdo ou ficaram revoltados com um texto que leram vão ficar gravadas em suas mentes”, destacam os autores.