Startup de egresso do NES/Ufal é selecionada para programa em Nova Iorque

A RanqIA, cofundada por Felipe Adeildo, ex-aluno do Novo Ensino Suplementar, foi selecionada para um programa internacional voltado a startups de tecnologia

Por Ascom Ufal
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Felipe Adeildo, ex-aluno do Novo Ensino Suplementar (NES), é engenheiro e cofundador da RanqIA
Felipe Adeildo, ex-aluno do Novo Ensino Suplementar (NES), é engenheiro e cofundador da RanqIA

A formação de jovens talentos em matemática desenvolvida pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ganha mais um exemplo de projeção internacional. Felipe Adeildo, ex-aluno do Novo Ensino Suplementar (NES), é engenheiro e cofundador da RanqIA, startup brasileira de inteligência artificial selecionada para o Startup Fellowship da Palantir.

Fundada em 2003, a Palantir desenvolve plataformas que permitem a organizações integrar e analisar grandes volumes de dados com recursos avançados de inteligência artificial, com aplicações em setores como saúde, indústria, logística, administração pública e defesa.

“Estamos vivendo um momento muito especial na RanqIA, e fazer parte do programa é uma conquista do time inteiro”, destacou Felipe.

Sobre a RanqIA

A RanqIA é uma deeptech brasileira especializada em otimização para mecanismos generativos, área que acompanha como marcas e empresas aparecem nas respostas de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT. Com cada vez mais pessoas recorrendo à IA para buscar informações e recomendações, a empresa ajuda organizações a entender e fortalecer sua presença nesse novo ambiente.

Nos últimos seis meses, a plataforma monitorou mais de cem milhões de prompts, e sua infraestrutura de monitoramento, distribuição de conteúdo e presença digital opera em 183 países. Como engenheiro fundador, Felipe atua na construção da base tecnológica que sustenta essa operação. A empresa também tem ganhado espaço na imprensa: a RanqIA produz estudos exclusivos para a Fast Company Brasil e Exame sobre como a inteligência artificial enxerga empresas e marcas brasileiras.

O papel do NES na formação de talentos

Vinculado ao Instituto de Matemática (IM) da Ufal, o NES desenvolve talentos em matemática, programação, ciência de dados e áreas afins. Voltado especialmente a jovens da educação básica, o programa aprofunda conteúdos matemáticos e estimula o raciocínio lógico, a criatividade e a resolução de problemas, complementando o currículo escolar tradicional.

O NES também atua para democratizar o acesso a uma formação de excelência. Iniciativas ligadas ao programa, como o Núcleo de Treinamento Intensivo (Nuti), buscam ampliar o acesso ao NES e contribuir para a redução das desigualdades educacionais, formando jovens talentos em diferentes regiões do país. Os resultados aparecem em diversas frentes: recentemente, uma aluna do NES se tornou a primeira alagoana a garantir vaga em uma competição internacional de matemática.

A trajetória de Felipe, da formação matemática no NES à fundação de uma startup de inteligência artificial selecionada para um programa internacional, mostra que as competências desenvolvidas no programa vão além das olimpíadas e da sala de aula, abrindo caminho para a ciência, a tecnologia e o empreendedorismo.

“Foi no NES que tive meu primeiro contato sério com matemática e programação, e muito da base que uso hoje para construir a infraestrutura da RanqIA veio de lá. Sou muito grato à Ufal e aos professores do programa”, comentou Felipe.

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