Projeto de extensão de Geografia leva ensino de estatística para escolas

Atividade aproximou licenciandos da realidade escolar e utilizou dados do cotidiano dos estudantes para ensinar conceitos de estatística

Por Danielle Cândido - Ascom Cied
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Atividades utilizaram dados dos próprios estudantes, como idade, altura e número de irmãos, para construção de tabelas, médias aritméticas e gráficos
Atividades utilizaram dados dos próprios estudantes, como idade, altura e número de irmãos, para construção de tabelas, médias aritméticas e gráficos

Estudantes do curso a distância de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) desenvolveram ações de extensão em escolas públicas de diferentes municípios alagoanos, utilizando conceitos básicos de estatística para aproximar os conteúdos escolares da realidade dos estudantes da educação básica. A atividade integrou a disciplina Estatística Aplicada na Escola (ACE III) e foi realizada nos polos UAB de Maragogi, Arapiraca, Cajueiro, Maceió e São José da Laje.

As ações aconteceram em turmas do ensino fundamental e utilizaram dados dos próprios estudantes, como idade, altura e número de irmãos, para construção de tabelas, médias aritméticas e gráficos. A proposta foi coordenada pelo professor Helder José Farias da Silva e buscou aproximar os licenciandos das experiências reais da sala de aula, envolvendo planejamento, coleta de dados, mediação pedagógica e adaptação metodológica durante as atividades.

“O ponto de maior êxito foi a estratégia de humanizar os números. Ao transformar as características físicas dos próprios alunos em dados estatísticos, o projeto conseguiu despertar a curiosidade e o pensamento crítico, mostrando que a estatística é uma ferramenta viva para interpretar fenômenos sociais e espaciais”, destacou o professor Helder José Farias da Silva.

As atividades foram desenvolvidas na Escola Estadual Alberto Torres, em Maceió; na Escola Municipal Professor Benício Barbosa, em São José da Laje; na Escola Municipal de Educação Básica Professor Ricardo Vieira de Lima, em São Sebastião, vinculada ao polo Arapiraca; e na Escola Municipal de Educação Básica Esperidião Francisco Nogueira, em Maragogi.

Helder destacou que a proposta extensionista buscou romper com uma formação puramente teórica, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e prática social. Segundo ele, a experiência reafirma o compromisso da Ufal com a formação de docentes capazes de atuar em diferentes contextos da educação básica e adaptar estratégias às realidades encontradas nas escolas públicas.

A coordenadora do curso de Licenciatura em Geografia EaD/Ufal, professora Gilcileide Rodrigues da Silva, ressaltou a importância de divulgar as experiências extensionistas realizadas pelos estudantes do curso. A docente também destacou a necessidade de somar esforços para o aperfeiçoamento das ações de extensão desenvolvidas pela universidade.

Resultados

Nos diferentes polos, as ações foram adaptadas às realidades das turmas atendidas. Em São José da Laje, por exemplo, a atividade dialogou diretamente com conteúdos que já estavam sendo trabalhados pela professora da turma, especialmente temas relacionados à leitura e interpretação de gráficos sobre natalidade e mortalidade. Em Cajueiro, os estudantes participaram da construção coletiva de tabelas e gráficos a partir de dados levantados em sala.

No polo de Maceió, a atividade reuniu uma turma de 36 alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Alberto Torres. Já em Arapiraca, a ação foi desenvolvida com estudantes do 6º ano da Escola Municipal de Educação Básica Professor Ricardo Vieira de Lima, em São Sebastião, utilizando dados da própria turma para construção das atividades.

As atividades também aproximaram os licenciandos das experiências práticas da docência, envolvendo mediação pedagógica, adaptação das estratégias em sala e acompanhamento dos estudantes durante a construção das tabelas e gráficos. Em Maragogi, a equipe desenvolveu a atividade de forma colaborativa, dividindo as etapas de orientação e acompanhamento da turma ao longo da aula.

Ao longo das atividades, os licenciandos utilizaram materiais pedagógicos distribuídos aos estudantes, promoveram momentos coletivos de construção de gráficos e estimularam reflexões sobre leitura e interpretação de dados. Em diferentes polos, os estudantes demonstraram interesse ao perceber que informações do próprio cotidiano poderiam ser utilizadas para compreender conceitos matemáticos e geográficos.

Para a coordenadora geral da UAB/Ufal, professora Lilian Figueiredo Voss, ações como essa fortalecem a formação prática dos estudantes da educação a distância e ampliam a presença da universidade pública nos municípios atendidos pelos polos UAB. “Os projetos de extensão aproximam os licenciandos das realidades escolares e fortalecem o papel da universidade na construção de experiências formativas conectadas aos territórios e às comunidades”, afirmou.

“Os relatórios finais são o testemunho de que, apesar de cada obstáculo, houve engajamento, colaboração e, acima de tudo, afeto pedagógico. Os licenciandos demonstraram que estão preparados para os desafios da docência, provando que a educação de qualidade se faz com planejamento, mas também com a capacidade de adaptar-se e acolher o próximo”, destacou o professor Helder José Farias da Silva.

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