IPride promove debates sobre diversidade, acolhimento e saúde mental
Evento integra ações de extensão da Ufal e busca consolidar a celebração do orgulho LGBTQIAPN+ no calendário do Instituto de Psicologia
- Atualizado em
Discussões para uma sociedade mais inclusiva, diversa e acolhedora marcaram o 1º Encontro do Orgulho e da Diversidade (IPride), do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realizado nesta quinta-feira (11), no auditório Vera Rocha, no Campus A.C. Simões.
O evento foi organizado pelos estudantes do segundo semestre de Psicologia e coordenado pelo professor João Porto, por meio dos Programas Integradores de Extensão (Piex), em que, na prática, os estudantes elaboram um evento com uma temática específica. A temática é levantada, construída e desenvolvida para que seja realizado um evento aberto à comunidade.
Esta primeira edição foi pensada como uma proposta de calendarização da celebração do orgulho LGBTQIAPN+ no Instituto de Psicologia. “Surgiu a ideia de que, uma vez por ano, no mês de junho, em alusão ao calendário nacional de celebração do orgulho, fosse realizado este evento voltado para discutir aspectos relacionados à saúde mental e à valorização dessa comunidade”, explicou o coordenador do evento.
O coordenador destacou ainda que, para além de sua implementação e da consolidação como uma atividade permanente no calendário do Instituto de Psicologia, o evento busca promover o acolhimento tanto da comunidade interna quanto da comunidade externa à universidade.
“A proposta é fazer com que estudantes que vivenciam dissidências de sexo e gênero se sintam pertencentes a esse espaço. Ao mesmo tempo, o evento contribui para a formação dos futuros profissionais de Psicologia, incentivando uma atuação pautada na valorização, no reconhecimento e na afirmação dessas pessoas”, disse.
O diretor do IP, Leogildo Freires, ressaltou que a comunidade LGBTQIAPN+ é submetida a diversos agravos e impactos na saúde física e mental e que o evento é uma forma de levar aquilo que é produzido dentro da universidade para a sociedade.
“Hoje, vamos discutir diversas questões em relação ao tema. Temos um contexto extremamente hostil de vivência. Encontramos, cotidianamente, experiências de estigma e discriminação que cada um de nós enfrenta. No entanto, isso não deve impedir que também possamos promover debates, reflexões e estratégias de promoção da saúde”, afirmou.
Ele complementou dizendo que a importância da escolha dessa temática é enorme, já que o Brasil lidera há anos o ranking de países que mais matam e violentam pessoas LGBTQIAPN+.
“Por isso, celebrar o orgulho chega a parecer uma contradição. Muitas pessoas perguntam como se orgulhar ou como celebrar em um contexto tão hostil. Aqui no IP, tentamos colaborar com uma gotinha nesse oceano, trazendo um espaço de discussão, mas também de acolhimento, para que as pessoas possam dialogar, conversar, se encontrar e socializar, o que também é muito importante”, finalizou.