Vozes da Rua leva arte periférica ao Campus A.C. Simões

Atividade promovida por estudantes de Biblioteconomia e Jornalismo reuniu artistas independentes em exposição cultural

Por Izadora Garcia - relações públicas e Alice Machado - estudante de Jornalismo (texto). Fotos: Handerson Vieira e Izadora Garcia
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Estudantes participaram na divulgação, decoração e curadoria do evento
Estudantes participaram na divulgação, decoração e curadoria do evento

No início da semana, o Centro de Interesse Comunitário (CIC) foi palco de troca cultural entre a comunidade universitária e a sociedade. O evento Vozes da Rua, projeto de extensão promovido pelo curso de Biblioteconomia, cumpriu a missão de abrir espaço na Universidade para trazer a arte como manifestação de resistência, expressão e pertencimento. Na ocasião, foram realizadas diversas apresentações artísticas, como recitais de slam, poesias e crônicas. Além disso, foram expostas fotografias, textos e pinturas em um varal cultural. 

“É sempre especial poder trazer esse trabalho que eu já faço fora da academia para dentro dela”, disse Itailane Macena, participante como artista. Responsável por duas apresentações de slam, gênero de poesia falada, trouxe temáticas como empoderamento feminino e a vivência indígena na sociedade atual. “Quando eu entrei na universidade, eu acreditava que era uma coisa muito quadrada e conservadora, mas esse tipo de evento me faz sentir que a gente tá desconstruindo esse lugar aos poucos, sabe? Então é uma experiência muito rica”.

Jiray, que participou declamando poesias sobre experiências de vida como um artista periférico em Alagoas, contou como foi gratificante fazer parte de um evento que reuniu tantos tipos diferentes de arte. “Todo espaço convidativo para artistas que estão atuando em várias cenas da arte, nesse caso a poesia, que dá pra ser feito aberto ao público, com as exposições. Para mim é mais um espaço, como um laboratório, pra eu estar ali avaliando minha performance, minha poesia, minha comunicação”, afirmou.

Criado a partir da disciplina 

Políticas Públicas da Informação e Cultura, ministrada pelo professor Willian Melo, o projeto abriu espaço para que artistas independentes pudessem expressar e divulgar seus trabalhos. “Foi gratificante ver os alunos se empenharem na atividade. Eles realmente superaram as expectativas: na divulgação, na decoração, na curadoria. Foi uma turma que me deixou bastante orgulhoso”, afirmou o docente. 

De acordo com o professor, estudantes de Biblioteconomia e Jornalismo se reuniram em quatro equipes (curadoria, financeiro, decoração e divulgação). “Os quatro grupos se empenharam do início ao fim para fazer o evento dar certo”, avaliou. 

“Foi bem trabalhoso, mas cada departamento teve suas funções, a gente foi dialogando, também com o auxílio do orientador, a gente conseguiu botar a mão na massa e foi tudo muito lindo. Aqui a gente consegue ver um pedacinho de cada um, o cuidado a gente vê nos detalhes”, contou Malu Damásio, que esteve na equipe de curadoria e também na de divulgação. 

“Foi um processo bem trabalhoso, mas felizmente saiu tudo como esperado, atendeu nossas expectativas. O evento também bombou, então todo o esforço valeu a pena no final” complementou Ediclesio Danton, membro da equipe de decoração. E completou: “A partir do momento que a gente abre esse espaço para aumentar a divulgação, pensar no slam, pensar na arte periférica como um todo, a gente cumpre bem esse papel de representatividade. Tanto na chamada, quanto na execução".

O público também avaliou a atividade positivamente. Arthur Amorim, estudante da Ufal, se emocionou com o evento. “Quando eu cheguei aqui, eu já gostei na mesma hora do visual. Uma proposta bem à vontade, bem à disposição, bem artística. As poesias, os poetas maravilhosos, tocaram meu coração mesmo”. Ele conta ainda que a diversidade também foi algo que chamou sua atenção. “Isso é muito importante pra expressão, pra a pessoa se desenvolver, porque cada uma fez do seu nível, do seu jeito. Uma parada muito massa que eu gostei pra caramba”, complementou. 

Ao reunir artistas, estudantes e comunidade em um mesmo espaço, o Vozes da Rua transformou a universidade em um ambiente de escuta coletiva e valorização das diferentes formas de expressão artística. O evento consolidou a importância de valorizar vozes que muitas vezes permanecem à margem, entre poesias, slams, fotografias e diversos tipos de arte, cumprindo seu papel de representatividade dentro e fora da academia.

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