Doutorando da Ufal apresenta pesquisa sobre erosão costeira em congresso em Portugal
Trabalho desenvolvido na Pós em Recursos Hídricos e Rise propõe método para classificar a vulnerabilidade à erosão costeira em Maceió
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O doutorando do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento (PPGRHS) e participante do Research Group for Innovation on Industry, Sustainability and Energy Efficiency (RISE) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Iago José de Lima da Silva, participou do 12° Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa.
Realizado de 9 a 11 de setembro, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, em Portugal o evento foi promovido pela Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH), e reuniu pesquisadores e profissionais dos países de expressão portuguesa para discutir avanços científicos e tecnológicos voltados ao planejamento e à gestão sustentável das zonas costeiras.
No evento, Iago apresentou um trabalho inovador intitulado “Modelo de Decisão em Grupo para Classificação da Vulnerabilidade à Erosão Costeira em Maceió-AL Baseado no Método CPP-ROC-SORT”, desenvolvido como produto da dissertação da mestra Maria Alyne, formada pelo programa, com a colaboração de Iago e da pesquisadora Andressa Ellen Apolinário, sob a orientação do professor e coordenador do RISE, Wesley Oliveira.
Iago explicou que, para participar do evento, a pesquisa teve que passar pelo crivo de professores e pesquisadores de outros países e foi aprovada. “A primeira etapa foi esse desafio que a gente cumpriu. Eles não pediram para alterar nada e o trabalho foi aceito. Por si só, já foi muito importante. E foi muito bem recebido, porque é um trabalho inovador, é um novo método de pesquisa. Então, a maioria das pessoas queria saber como a gente fez e se dava para aplicar lá. Teve bastante troca de informações”, destacou.
De acordo com o professor, o trabalho apresenta uma nova abordagem metodológica, o CPP-ROC-SORT, um método de apoio à decisão em grupo para analisar situações que envolvem diferentes critérios e incertezas. A pesquisa não se limitou à elaboração teórica do método, mas também buscou transformá-lo em uma ferramenta que pudesse ser aplicada na prática.
“Nosso trabalho também avançou no desenvolvimento de um novo Sistema de Apoio à Decisão, o HydroSort, assim como outros sistemas e produtos do grupo, permitindo que a metodologia possa ser operacionalizada e utilizada na análise de problemas reais relacionados a problemas hidroclimáticos extremos que afetam as populações a nível mundial”, explicou Oliveira.
A participação de Iago no evento também se destaca por ser a primeira vez que um estudante de doutorado do PPGRHS e integrante do RISE representa o grupo em uma apresentação no exterior. Para o professor, a ida do doutorando a Portugal representa a oportunidade de levar uma tecnologia e um desenvolvimento científico produzidos na Ufal para discussão e troca de conhecimentos com pesquisadores de outros países.
“Para nós, isso fortalece a internacionalização, amplia a visibilidade das pesquisas desenvolvidas pelo Programa e cria oportunidades de novas redes e cooperações, abrindo caminho para outros docentes e discentes e suas produções. É especialmente significativo perceber que um trabalho que começa dentro da universidade, envolvendo orientação, formação de pesquisadores e desenvolvimento metodológico, consegue ultrapassar nossas fronteiras e representar a universidade internacionalmente”, acrescentou.
Já para Iago, que tem uma trajetória acadêmica toda construída dentro da Ufal, tendo se graduado em Engenharia Civil e em Matemática, se tornado mestre em Meteorologia e agora doutorando pelo PPGRHS, representar a universidade internacionalmente é um passo importante para sua carreira.
“Ao chegar lá, senti aquela sensação de haver cumprido, de que está fazendo a coisa certa. Não só por representar o Brasil, mas por representar a Ufal. Somos um estado pequeno, mas produzimos muito. Levando essa atividade científica para fora, a gente também pode estreitar relações com outras universidades, mostrar a eles que a gente faz um excelente trabalho na Ufal, que a universidade daqui produz pesquisas importantes e possibilitar a continuidade, porque a gente não para por aqui”, ressaltou.