Formação reuniu professores de 11 municípios em encontros na Ufal e em Cacimbinhas
Terceira etapa da formação continuada de matemática aprofundou teoria e atividades práticas para as salas
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Professores dos anos iniciais da Educação Básica participaram do 3° Encontro da Formação Continuada de Matemática, realizada em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Cátedra Sérgio Henrique Ferreira. As atividades ocorreram nos dias 19, no auditório do Hospital Universitário da Ufal, e 26, em Cacimbinhas, reunindo quase 160 participantes.
A formação recebeu profissionais de Jundiá, Paripueira, Pilar, Feliz Deserto, Coruripe, Atalaia, Piranhas, Olho d’Água das Flores, Pão de Açúcar, Ouro Branco e Cacimbinhas. Ao longo dos encontros, os participantes estudaram unidades de medida de massa e comprimento, frações e geometria. Cinco práticas permitiram experimentar maneiras de trabalhar esses conteúdos com os estudantes, inclusive com materiais acessíveis ou já disponíveis nas escolas.
“O que foi aprendido e apresentado, seja realmente colocado em prática no chão da escola, para aqueles que realmente precisam, que são os nossos estudantes. E através desse trabalho, possamos fortalecer ainda mais a nossa educação e garantir os direitos de aprendizagem dos nossos alunos”, enfatizou a secretária de Educação de Cacimbinhas, Mariana Ferreira.
Além de participar das atividades, os professores recebem os materiais utilizados, que podem ser reproduzidos ou adaptados às necessidades de cada turma. Eles também irão registrar em vídeo a aplicação das práticas nas escolas. Os registros serão compartilhados no último encontro da formação neste ano, previsto para novembro.
Para Josiene, professora do 5º ano da Escola Padre Medeiros, em Atalaia, a possibilidade de transformar o que aprende na formação em atividades para seus alunos é um dos pontos fortes da iniciativa. Ela conta que trabalha na zona rural e organiza um roteiro de aulas com base nas ideias apresentadas. “Os formadores trazem materiais acessíveis, com os quais a gente pode trabalhar sem dificuldade”, relatou.
A professora Camila Ferreira, de Pilar, destacou a abordagem lúdica dos conteúdos: “A ludicidade dentro da matemática faz o aprendizado da criança ser significativo e prazeroso”. Erivan, de Paripueira, ressaltaoua combinação entre estudo e experimentação: “Aprendemos na teoria e na prática. Isso é fundamental para levar o conhecimento aos nossos estudantes”.
Nos momentos de troca com a equipe, os participantes também destacaram a importância de aprofundar seus conhecimentos e conhecer diferentes formas de explicar um mesmo assunto. Para Maria Helena, professora de Jundiá, as atividades podem contribuir com a recomposição do aprendizado que ficou defasado desde a pandemia. “Os formadores trabalharam habilidades de que os estudantes vão precisar nesse processo”, avaliou.
A equipe contou com seis formadores, todos egressos de cursos de graduação e mestrado da Ufal. Um deles é mestre pelo Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM/Ufal) e atua como professor substituto da Universidade e na Educação Básica. Duas são mestrandas do programa e professoras da Educação Básica, e os outros três são mestres pelo Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) e também lecionam na Educação Básica. O professor Isnaldo Barbosa, do Instituto de Matemática da Ufal, esteve presente no encontro realizado no HU.
A coordenadora da formação, Viviane Oliveira, contou que os relatos recebidos a cada encontro reforçam o valor da aproximação entre universidade e escolas públicas. “Para nós, é um prazer enorme colaborar e aprender com a Educação Básica. A Universidade cresce muito com ações desse tipo, que, de fato, chegam às salas de aula das escolas públicas do nosso Estado”, destacou.
A Cátedra Sérgio Henrique Ferreira é uma iniciativa do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), Polo de Ribeirão Preto, que atua para o desenvolvimento e a melhoria na qualidade de ensino dos anos iniciais da rede municipal de diversas cidades do país. A coordenadora da Cátedra em Alagoas é a reitora honorária da Ufal, Ana Dayse Dorea.