Nova plataforma amplia acesso seguro a dados educacionais em pesquisas

Sedap+, desenvolvido pelo Inep em parceria com a RNP, permite acesso remoto a microdados protegidos e fortalece pesquisas baseadas em evidências

Por Amanda Lima - jornalista (NTI)
- Atualizado em

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) poderão contar com uma nova ferramenta para o desenvolvimento de estudos que utilizam dados educacionais protegidos. Desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Plataforma Sedap+ foi criada para ampliar o acesso seguro a microdados sensíveis, conciliando pesquisa científica, inovação e proteção de dados pessoais.

A solução representa a evolução do Serviço de Acesso a Dados Protegidos (Sedap), ambiente responsável por disponibilizar bases de dados do Inep que contêm informações protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Antes da criação da plataforma, o acesso a esses dados era realizado exclusivamente em ambientes físicos controlados, conhecidos como "salas seguras", localizados em Brasília e em alguns polos regionais. Com o novo modelo, a proposta é eliminar barreiras geográficas e facilitar o desenvolvimento de pesquisas, mantendo elevados padrões de segurança e privacidade.

Entre as bases de dados disponíveis estão o Censo Escolar, o Censo da Educação Superior, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O ambiente permite que pesquisadores realizem análises diretamente sobre essas bases utilizando linguagens como Python, R e SQL, sem a necessidade de acesso aos dados brutos em computadores locais.
Além da infraestrutura voltada à ciência de dados, a plataforma incorpora mecanismos avançados de proteção das informações. O acesso ocorre por meio de autenticação integrada ao Gov.br e depende da aprovação prévia de um projeto de pesquisa. Outro diferencial é a adoção da técnica de Privacidade Diferencial, que aplica ruído estatístico aos resultados das consultas, reduzindo significativamente o risco de identificação de indivíduos sem comprometer a qualidade das análises.

Segundo a equipe do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Ufal, conhecer iniciativas como o Sedap+ também fortalece as ações de governança e abertura de dados institucionais desenvolvidas pela Universidade. A plataforma demonstra que é possível ampliar o acesso a informações estratégicas preservando a segurança, a privacidade e a conformidade com a LGPD, princípios que também orientam a política institucional de dados da Ufal.

Além de contribuir para a produção científica, a iniciativa reforça uma tendência crescente na administração pública: utilizar tecnologias de ciência de dados e computação em nuvem para apoiar pesquisas e subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Nesse contexto, o Sedap+ representa uma referência para instituições de ensino e pesquisa interessadas em ampliar o uso qualificado de dados sem abrir mão da proteção das informações pessoais.

Como acessar

Os pesquisadores interessados em utilizar a Plataforma Sedap+ deverão acessar o portal oficial do serviço, realizar a autenticação por meio da conta Gov.br e submeter um projeto de pesquisa para análise do Inep. Após a aprovação, será liberado o acesso ao ambiente virtual de análise, onde poderão ser realizadas consultas às bases de dados protegidas. Mais informações, documentação e orientações para solicitação de acesso estão disponíveis na página oficial da plataforma.

Plataforma Sedap+: plataformasedap.inep.gov.br/

 

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