Olimpíada de Matemática premia estudantes com medalhas e menções honrosas

Coordenada pela Ufal, Obmep em Alagoas registrou 350 mil alunos inscritos e 892 escolas participantes

Por Thâmara Gonzaga – jornalista e Ryan Charles - fotos
Professores Pedro de Amorim, José Valdemir e Carlos Jorge, de Santana do Mundaú, foram alguns dos docentes premiados
Professores Pedro de Amorim, José Valdemir e Carlos Jorge, de Santana do Mundaú, foram alguns dos docentes premiados

Estudantes de escolas públicas e privadas, familares e professores lotaram o auditório da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na manhã desta terça-feira (15), em mais uma cerimônia para entrega de medalhas e menções honrosas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Em sua 20ª edição, a Obmep Alagoas registrou 350 mil alunos inscritos e 892 escolas participantes, representando todos os 102 municípios alagoanos. No total, foram entregues 328 medalhas estaduais e 81 nacionais, entre ouro, prata e bronze, além de mais de 500 menções honrosas. Os premiados participaram das provas no ano passado.

Ao apresentar os números da olimpíada, o professor do Instituto de Matemática (IM) da Ufal e coordenador regional da Obmep, Adelailson Peixoto, parabenizou os estudantes e destacou o significado da premiação. “No Brasil todo, foram mais de 18 milhões de alunos inscritos. Para conseguir uma menção honrosa, foi uma chance entre 340 alunos. Para conseguir uma medalha de ouro nacional, a chance foi de uma entre 36 mil. Então, estudantes, famílias, professores, orgulhem-se da conquista de vocês”, ressaltou.

O número de participantes cresce a cada ano e, apesar de ter um caráter competitivo, Peixoto apontou o aspecto formativo da iniciativa. “A Obmep procura estimular o raciocínio lógico dos alunos por meio de problemas desafiadores que envolvem uma série de habilidades previstas na BNCC [Base Nacional Comum Curricular]. Então, não só é matemática, uma vez que o estudante precisa ter outras habilidades para interpretar os problemas. Por trás da olimpíada há um grande projeto para estimular o desenvolvimento de habilidades e, assim, contribuir para a descoberta de talentos e melhorar a base dos alunos”, ressaltou.

O docente explicou, ainda, que os medalhistas nacionais têm direito a participar de um projeto de iniciação científica júnior, no qual recebem uma bolsa no valor mensal de R$ 300, durante um ano, e participam de projetos com professores da Ufal. 

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Entre os premiados, estavam alunos da Escola Municipal Hélio Borges de Aquino Netto, localizada no município de Satuba. E para a família Alves de Lima, a conquista foi em dose dupla, uma vez que os irmãos Daniel e Antônio foram agraciados com medalhas: o primeiro ganhou a de bronze regional; já Antônio conquistou a de bronze nacional e a prata na etapa regional.

“Poxa, foi muito legal. Fiquei muito feliz na hora que eu recebi essa notícia, pois gosto mesmo de matemática”, disse Daniel. “Eu pulei e comemorei muito com a minha família. Amo matemática desde quando comecei a estudar”, completou Antônio.

Lorena da Silva também ganhou o bronze nacional e a prata regional. “É a minha matéria favorita desde pequena. Eu fiquei feliz, pensava que eu não ia ganhar a medalha”, comentou sobre a surpresa do resultado. E, fechando a equipe vencedora, Guilherme Saíde de Oliveira foi premiado com a medalha de bronze regional.

Resultado conquistado, mas que antes contou com o direcionamento e o apoio da professora de matemática, Valdinei de Cabral. Ao vibrar com a conquista dos alunos, ela afirma que também concretizou uma meta. “Fazemos provas e grupos de estudos. Há todo um estímulo para que os alunos participem. Quando eu entrei na escola, uma das minhas primeiras falas foi que eu ia me sentir muito realizada em trazer medalhas, tanto para a escola quanto para o município de Satuba. Hoje, estou realizando esse sonho”, disse orgulhosa.

Do município de Rio Largo, veio o estudante Rhenan Andrews, da Escola Estadual Professora Doralice da Silva Moura, para receber a medalha de bronze regional. Essa foi a segunda premiação dele, que já ganhou bronze nacional. “É sempre uma emoção participar da Obmep. A gente pensa, faz a cabeça funcionar, raciocinar. Gosto muito de matemática”, destacou.

Orgulhoso ao lado dele, estava o professor André Oliveira que explicou a importância de acompanhar e incentivar os alunos. “Este ano, a gente organizou um clube para  poder divulgar as diversas olimpíadas. Fazemos esse acompanhamento, estimulamos, pois é importantíssimo que participem. É a maneira pela qual eu vejo que os alunos podem perceber que a matemática tem uma usabilidade no dia a dia deles”, apontou.

Apoio docente que faz a diferença e que também merece reconhecimento. Além dos estudantes, a Obmep premia escolas e docentes participantes. Na 20ª edição do evento, os professores Pedro de Amorim, José Valdemir e Carlos Jorge, de Santana do Mundaú, foram alguns dos premiados. 

“Se os alunos vão bem, os professores também vão.  Na nossa escola, a Obmep é um carro-chefe. O município de Santana do Mundaú tem um projeto de preparação para a olimpíada que fortalece toda a educação, pois ele não é realizado de forma isolada. Então, nosso município, nas últimas três edições ou mais, sempre vem sendo premiado”, contou o professor Pedro.

Cerimônia prestigiada

A cerimônia de premiação contou com as presenças do professor Jailson Costa, representando a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas (Seduc); da professora Márcia Gerônimo, secretária de Educação de Joaquim Gomes;  do professor Elieser da Silva, da rede de Educação de Capela e Cajueiro, e que, na ocasião, representou todos os docentes; e Adriana Fonseca, representando as gerências especiais de Educação.

“É uma alegria, um orgulho, participar desta cerimônia. Parabenizo a todos, pois é um reconhecimento ao esforço de cada um de vocês”, disse Adriana. Já o professor Elieser afirmou que era o momento de “colher os frutos” pela dedicação aos estudos.

Para a secretária Márcia Gerônimo, a Obmep é um estímulo para continuar a crescer. “Nossos alunos podem muito!”, ressaltou.

Por fim, o professor Jailson destacou o trabalho dos professores e das famílias. “Em cada premiação, há o trabalho de um professor e o apoio da família, estimulando o aluno a não desistir. Que essa premiação seja o início de uma nova jornada”, concluiu. 

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