Programa de Pesquisa do SUS recebe projetos de 44 linhas temáticas

Nova edição do Programa traz atenção ao Zika vírus


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Rozangela Wyszomirska (Sesau), Fábio Guedes Gomes (Fapeal) e Augusto Barbosa (MS). Foto: Olival Santos | nothing
Rozangela Wyszomirska (Sesau), Fábio Guedes Gomes (Fapeal) e Augusto Barbosa (MS). Foto: Olival Santos

Redação Ascom

Alagoas está entre os dez estados que conseguiram promover uma nova edição do Programa de Pesquisa Para o SUS (PPSUS). A chamada vai englobar 44 linhas temáticas, nas quais as pesquisas devem ser inseridas. Elas representam cinco grandes eixos considerados prioritários para as necessidades do sistema público de saúde em Alagoas, de acordo com a avaliação prévia dos próprios acadêmicos e profissionais de saúde que atuam no Estado.

São eles: Saúde de populações específicas e vulneráveis; Epidemiologia; Saúde, ambiente, trabalho e biossegurança; Bioética, gestão do trabalho e educação em saúde; e, Avaliação de tecnologias em saúde e sistemas e políticas de saúde.

Além da atenção específica às regiões, mais um diferencial das pesquisas do PPSUS é seu foco na aplicação prática: O edital compromete formalmente os pesquisadores a apresentarem os resultados de suas pesquisas, quando convocados pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). Assim, os gestores da saúde pública estadual e municipal podem avaliar a incorporação de novos conhecimentos e soluções ao SUS local.

“A área sofre grande procura em razão dos acometimentos recentes de doenças como dengue, zika e chikungunya. Estes casos foram incorporados neste edital, contribuindo para que a comunidade científica utilize os R$ 2 milhões investidos pelas instituições, realizando estudos práticos e estratégicos”, explicou Fábio Guedes, diretor-presidente da Fapeal, no lançamento do edital, na última terça-feira (1°).

O Zika vírus foi uma inclusão de emergência, mas também se encontram presentes linhas de pesquisas voltadas aos grandes desafios que ainda são representados por doenças crônicas, como câncer e HIV/Aids e pelos cuidados de saúde mental, em sua interface com fatores como uso de drogas, pobreza e violência.

Grupos de atenção específica como mulheres, idosos, trabalhadores de risco, adolescentes e poluções LGBT também estão citados nas linhas de pesquisa prioritárias.

O edital, no valor de R$2 milhões, está disponível no site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas,  e os pesquisadores já podem começar a submeter seus projetos por meio da plataforma SISC&T, do Ministério da Saúde. Dos recursos pactuados para a 6ª edição do PPSUS em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde custeou R$ 250 mil e a Fapeal, R$ 250 mil. O restante, é contrapartida do Ministério da Saúde: R$ 1,5 mi. O edital 2016 é resultado da parceria da Sesau, Fapeal, MS e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).