HU reforça diagnóstico precoce para tratamento de doenças crônicas
No mês de conscientização do Fevereiro Roxo, unidade hospitalar busca dar visibilidade a doenças como o Alzheimer, o lúpus e a fibromialgia
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Doenças crônicas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia costumam ser silenciosas e, muitas vezes, invisíveis. No mês de conscientização do Fevereiro Roxo, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), alerta para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo dessas condições.
A campanha tem como objetivo dar visibilidade a doenças que, em muitos casos, não têm cura, mas podem ser controladas com acompanhamento adequado. “Essas campanhas ampliam o conhecimento da população sobre sinais e sintomas que não devem ser ignorados, como dor persistente, edema e rigidez articular, lesões cutâneas e outras alterações associadas ao lúpus, por exemplo”, destacou a reumatologista Vanessa Miranda, do HU.
No hospital, diversas doenças crônicas são acompanhadas de forma especializada, a exemplo do lúpus eritematoso sistêmico, uma doença inflamatória crônica na qual o sistema de defesa ataca por engano tecidos e órgãos saudáveis. “O acompanhamento deve ser contínuo com exames físicos e laboratoriais, pois as doenças crônicas podem apresentar períodos de atividade e remissão que nem sempre são perceptíveis. Além disso, muitos medicamentos precisam ser monitorados”, alertou a reumatologista.
Diagnóstico precoce evita danos irreversíveis
Muitos sintomas costumam ser banalizados ou atribuídos ao estresse, alergias ou ao envelhecimento. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos irreversíveis às articulações e a outros órgãos, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. “Campanhas como o Fevereiro Roxo estimulam a busca por atendimento médico nos primeiros sinais da doença e também incentivam pacientes que interromperam o acompanhamento a retomar o tratamento de forma adequada”, avaliou Vanessa.
Integração entre ensino, pesquisa e assistência
O cuidado às doenças crônicas está inserido em um ambiente que integra assistência, ensino e pesquisa no HU Ufal, onde funciona o primeiro e único centro de referência de alta complexidade em reumatologia em Alagoas. O reumatologista Thiago Fragoso é coordenador do Serviço de Reumatologia e supervisor do Programa de Residência Médica em Reumatologia do HU e desenvolve pesquisas sobre o lúpus eritematoso sistêmico e a Síndrome de Sjogren, doenças crônicas que atacam o sistema de defesa do organismo.
Thiago explicou que o objetivo do estudo sobre o lúpus foi desenvolver identificadores de biomarcadores para facilitar o diagnóstico e o monitoramento da doença. “Através dessas pesquisas, conseguimos melhorar a assistência, sobretudo nos casos mais difíceis, seja no motivo diagnóstico, seja no ponto de tratamento. Além disso, no HU, temos uma logística que permite dar esse suporte aos pacientes, por meio do centro de diagnóstico, do centro de terapia assistida e de uma equipe multidisciplinar, avaliou Thiago.
Para a chefe do Setor de Gestão do Ensino, Monica Assunção, a integração entre o cuidado, a ciência e a formação fortalece o compromisso com a qualidade profissional dos nossos residentes e com a saúde pública. “A integração entre o ensino e a assistência estimula nossos residentes a buscar cada vez mais qualificação. Muitos deles se tornaram pesquisadores no mestrado, contribuindo para melhorias no enfrentamento à doença”, declarou.
Qualidade de vida é possível
Com informação, acompanhamento regular e adesão ao tratamento, é possível manter qualidade de vida mesmo diante de uma doença crônica. Atualmente, a maioria dessas condições pode ser controlada, permitindo que o paciente preserve suas atividades pessoais, profissionais e sociais.
Além do tratamento medicamentoso, medidas como atividade física orientada, alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse e atenção à saúde mental são fundamentais para o controle das doenças. Fisioterapia e apoio psicológico também contribuem significativamente para a redução dos sintomas e para o bem-estar global do paciente.