Professor de História debate escravidão em Encontro Internacional na Bahia
Gian Melo também faz parte do Conselho Consultivo do evento; edição deste ano do 11º Encontro Internacional de História Colonial ocorrerá no Recôncavo Baiano, e reunirá pesquisadores de todo o mundo
Conhecer e debater o passado é fundamental para entender a sociedade moderna, sua constituição, desafios e buscar soluções para problemas nela enraizados. Com essa premissa, o professor Gian Melo, do curso de História da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vem realizando pesquisas acerca da escravidão, que serão apresentadas entre os dias 6 e 9 de outubro no 11º Encontro Internacional de História Colonial (EIHC).
O evento, que completa 20 anos nesta edição, é o maior encontro dedicado à História do Brasil colonial e da época Moderna no mundo. Inicialmente formulado para abranger o Nordeste e sua pesquisa, desde 2010 tornou-se internacional, e terá este ano o tema “Mundos em Reconstrução: Conexões, trocas e tensionamentos de identidades na constituição dos impérios ultramarinos (séculos XV-XIX)”, e acontece na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
“Eu participo desde a primeira edição, quando ainda era estudante de mestrado. Auxiliei na organização em Recife, como aluno de pós-graduação, e organizei a edição de 2014, que aconteceu em Alagoas. Este ano, estou organizando um Simpósio, em conjunto com o professor Helder Macedo, da UFRN, e coordenando uma mesa-redonda. Minha proposta é trazer este evento, que é bianual, para Maceió em 2028”, contou o professor Gian Melo.
Coordenador do Núcleo Escravidão e Sociedade na Época Moderna (Nesem) da Ufal, Gian Melo possui vasta experiência em organização de eventos, sendo o mais recente o 9º Encontro Nacional Nesem, ocorrido em novembro de 2025 como uma das programações da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Também foi curador e organizador do livro que intitulou a Bienal.
Além de ser um dos organizadores do Simpósio Temático 8, que abordará agentes históricos, conexões e experiências em sociedades escravistas entre os séculos XVI e XIX, e coordenar a mesa-redonda 11, com o título “A Construção dos Brasis: conexões, trajetórias e protagonismos da gente negra e seus descendentes no Brasil colonial”, Gian também participa do Conselho Consultivo do Encontro, atuando como um membro especial.
“O simpósio é desenvolvido há pelo menos três edições dentro desse mesmo evento, com objetivo de ampliar os estudos acerca de escravidão e liberdade dentro da perspectiva da história social da escravidão, focando não só na elite, mas também buscando explicar a escravidão pela perspectiva de quem era escravizado de quem conseguia essa liberdade, ou nascia livre, e como isso se desenvolveu nos períodos colonial e imperial. Este é o foco principal das minhas pesquisas desde todo meu processo de formação”, explicou Gian.
A expectativa é que esta seja a maior edição do evento, com mais de 30 simpósios e de 30 mesas-redondas apresentando as pesquisas sobre as temporalidades e problemáticas entre os séculos XVI e XIX. O evento, que contará com pesquisadores de todo o Mundo, mas tendo como foco principal o trabalho desenvolvido na região Nordeste, está com inscrições abertas.
Mais informações sobre período de inscrição, temáticas abordadas e sobre o 11º EIHC, acesse o site oficial do evento.