Edufal amplia ações de incentivo à publicação acadêmica para lançar livros
Com fluxo contínuo de submissões, editora da Ufal detalha critérios, etapas de avaliação e canais para autores interessados
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Há mais de 40 anos, a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) tem ampliado suas ações de incentivo à produção acadêmica e fortalecido o acesso da comunidade universitária à publicação de livros. Para além da realização da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a editora mantém um fluxo contínuo de submissões, promove feirões, participa de eventos e busca aproximar autores e leitores do ambiente editorial.
Os lançamentos pela editora são voltados para toda a comunidade acadêmica, seguindo a política editorial que é exclusivamente para obras acadêmicas, como resultados de pesquisas, dissertações de mestrado e teses de doutorado, não estando incluídas obras de ficção, como poesia, romance, teatro, crônicas e outros gêneros do tipo.
Os critérios de avaliação variam conforme alguns pré-requisitos. Além de originalidade, atualidade e relevância, o texto deve despertar interesse social. No prazo de até 120 dias, um avaliador ad hoc (especialista no tema), emite parecer sobre a aprovação ou reprovação do trabalho. O texto pode ser recusado, quando não estiver dentro das normas editoriais que regem a editora, ou se for encaminhado ainda na forma original de tese, dissertação ou relatório de pesquisa, sem as adaptações necessárias para ser publicado como livro.
O diretor da Edufal, Eraldo Ferraz, explicou que todo o processo é simples e direto no site da editora, o edufal.ufal.br, e as avaliações são feitas por profissionais especializados na área. “No nosso site, os interessados encontram a seção ‘como publicar’, com orientações detalhadas. E aí vem um texto passo a passo e tem um link que vai direcionar para anexar a produção textual para que seja avaliado por um avaliador ad hoc, que é uma avaliação às cegas”, disse.
Ferraz afirmou que esse modelo de avaliação garante rigor científico às obras publicadas. “Os materiais passam por pareceristas especializados, que analisam a relevância e a qualidade do conteúdo antes da aprovação. A exceção são publicações institucionais, como livros comemorativos de cursos da universidade, que seguem outro tipo de fluxo”, acrescentou.
Quando aprovados, os livros ganham forma. Todo o processo de decisões quanto ao tipo de papel utilizado em capa e miolo, textos de capa e de orelha, projeto gráfico e ilustração de capa são definidos e de responsabilidade da Edufal, sempre em comum acordo com o autor. A editora também fica responsável pela solicitação do registro de ISSN (periódicos), ISBN (livros) e fichas catalográficas.
O diretor destacou que os livros publicados pela Edufal ganham maior prestígio devido à capacidade técnica de avaliação disponibilizada pela editora em todo o processo. “Um livro publicado por uma editora universitária tem uma credibilidade bem maior do que essas editoras privadas. O crivo que esse livro passa por um conselho editorial, que é não só nacional, mas também internacional, dá uma credibilidade maior para o livro”, reforçou.
Para quem ainda tem dúvidas sobre o processo de publicação, as portas da editora estão abertas para esclarecimentos. O espaço fica no Campus A.C. Simões, no Centro de Interesse Comunitário (CIC), e funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. “É só chegar e nos procurar para poder saber como esclarecer essas questões. Nós temos um bibliotecário e uma bibliotecária que ficam responsáveis pela editoração e estão sempre prontos para orientar os interessados em publicar conosco”, afirmou o diretor.
Esse contato também pode ser feito na Coordenação Editoral da Edufal pelo e-mail coeditorialedufal@gmail.com e pelo telefone 3214-1111.
Obras diversificadas
Além do processo editorial, a Edufal também desenvolve ações para ampliar o acesso aos livros. Entre elas, estão feirões com descontos que, além de proporcionar um momento de integração entre escritores e leitores, são essenciais para divulgar os trabalhos realizados pela universidade.
“Nosso próximo Feirão do Livro vai acontecer já em maio. Nesse grande feirão, oferecemos livros com 50% de desconto. Então, a gente vai fazer isso para poder trazer esses alunos para ter acesso aqui à editora. Nosso feirão sempre acontece na Praça dos Bancos aqui no campus, para dar mais visibilidade às nossas ações”, revelou o diretor.
Além disso, a Edufal garante sua participação em eventos acadêmicos e feiras literárias, além da comercialização itinerante em diferentes campi da Ufal. “A gente sempre informa que podem solicitar nossa participação nesses eventos, levando nossos livros para serem comercializados. Então, a amplitude desse conhecimento vai além, porque a credibilidade é bem maior. Você tem essa possibilidade de expansão, que está crescendo muito”, afirmou.
Sobre as vendas, Eraldo destacou os resultados alcançados pela editora. Só durante a Bienal de 2025, a editora lançou 127 livros e vendeu mais de 200 mil reais, um número expressivo que representa o alcance da editora e, segundo o diretor, a qualidade das produções.
“A gente teve uma venda de livros que superou as nossas expectativas, de todas as bienais. Isso se deve à qualidade das obras. Os professores produziram conteúdos formidáveis. Então, o mérito e o agradecimento são desses autores que produziram conhecimento e estão garantindo a credibilidade e o reconhecimento”, comemorou.
A 12ª edição da Bienal de Alagoas está chegando
E por falar na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, o diretor revelou que os preparativos do maior evento literário e cultural do estado já estão em andamento, com data e tema confirmados.
Marcado para acontecer de 27 de agosto a 5 de setembro de 2027, o evento vai abordar, como de costume, um tema de relevância social que estimule o debate na sociedade. Desta vez, as atividades serão voltadas para as comunidades indígenas em Alagoas e terá como país homenageado a Bolívia.
“Já fiz reunião com o presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas [Funai] em Alagoas para discutir como é a questão indígena aqui no estado, quais são essas comunidades indígenas que existem. Como vamos tratar dessa temática, precisamos conhecer para repassar à nossa comunidade”, contou.
E se na última edição o evento superou os 400 mil visitantes, o diretor afirmou que a expectativa é ampliar ainda mais esse número. “Fizemos reunião com o grupo da Coordenação de Assuntos Culturais [CAC], que organiza a programação, para avaliar o que foi positivo e o que pode ser melhorado. Também já recebemos o ofício do deputado Paulão com a confirmação da emenda parlamentar destinada ao projeto. Isso dá um impulso importante para seguirmos na organização”, detalhou.
Para quem tem interesse em publicar na Bienal, o diretor informou que os editais da Edufal já estão em preparação e terão atenção especial à temática da edição. “Neste edital, vai ter uma cota para trabalhos que discutam a causa indígena, além das cotas já existentes, como para mulheres e técnicos-administrativos. Isso é fundamental para garantir diversidade no nosso acervo”, explicou.
Para quem deseja conhecer mais sobre o acervo da Edufal, além do espaço físico para visitação, o catálogo também está disponível e atualizado no site da editora. Acesse clicando aqui.