Docentes do Cedu pesquisam currículo e gênero no Panamá
Valéria Campos Cavalcante e Marinaide Freitas Ferri (Cedu) participam de estudo internacional com foco na formação docente, currículo escolar e valorização de gênero
As professoras do Centro de Educação (Cedu) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Campos Cavalcante e Marinaide Freitas Ferri, atuam em uma pesquisa na área de formação docente na Cidade do Panamá enquanto integrantes do projeto internacional Formación Docente para la equidad de género en educación STEM y de emprendimiento: un estudio de actitudes, barreras y didáctica en Panamá.
Mês passado, as docentes realizaram uma atividade presencial sobre a temática e também palestraram sobre formação docente, currículo e gênero, numa análise comparativa Brasil-Panamá, dando sequência ao cronograma do projeto de investigação internacional.
A pesquisa é conduzida na Universidad Tecnológica de Panamá (UTP) e objetiva aperfeiçoar a formação docente e o currículo escolar com a valorização de gênero. A pesquisa internacional é patrocinada pela Secretaría Nacional de Ciencia, Tecnología e Innovación (Senacyt) do Panamá, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Grupo multidisciplinar
O projeto é liderado pela professora Mariela Salgado Canto, da Universidad Tecnológica de Panamá (UTP), líder do Centro de Investigación e Innovación Eléctrica, Mecánica y de la Industria (Cinemi). A pesquisadora tem grande experiência em empreendedorismo e incubação de empresa na UTP, atuando em colaboração com o Ministério de Educação do Panamá e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“Na condição de pesquisadora convidada, detalhei sobre a formação docente e sua importância para impactar, futuramente na sala de aula, o corpo docente das escolas panamenhas envolvidas na pesquisa”, relatou Marinaide Freitas Ferri.
Já Valéria Cavalcante informou que levou suas contribuições sobre a questão de gênero, com o objetivo da valorização curricular feminina no empreendedorismo no Panamá. “Enquanto pesquisadora nesse projeto, busquei analisar e detalhar a importância de se valorizar a questão do gênero feminino na sala de aula e no currículo, pois é esse meu campo de estudo aqui na Ufal”, argumentou.
A equipe conta ainda com a participação da professora Nathalia Tejedor (UTP), com experiência em projetos de crianças e jovens nas áreas de pesquisa aplicada sobre ciência, tecnologia e políticas de inovação, e também da professora Nuvia Martez (UTP) que integra o grupo em razão de sua experiência em projetos de desenvolvimento junto a estudantes e na implementação de ensino de didáticas inovadoras.
“A pesquisa tem por objetivo geral o desenvolvimento sustentável e visa impactar a educação panamenha com educação de qualidade, fortalecendo a igualdade de gênero, além de qualificar o trabalho docente e o crescimento econômico do país”, explica a pesquisadora Mariela Salgado Canto.
Formação para sociedade tecnológica
O projeto tem 24 meses de duração e envolve a metodologia participativa e problematizadora com estudantes da Escuela Normal Juan Demóstenes Arosemena, do curso de bacharelado em pedagogia, além de estudantes do Instituto Superior Juan Demóstenes Arosemena que cursam licenciatura em pedagogia. Tais centros educativos estão localizados na cidade de Santiago, capital da Província de Veráguas, na região central do Panamá. A pesquisa, de caráter exploratório-descritiva, conta com questionários, focus groups e oficinas de intercâmbio.
Ao ressaltar a relvância da pesuisa, Mariela Salgado Canto afirma: “Ao fomentar a participação equitativa e empreendimento, o projeto contribui para fortalecer a cultura empresarial dos estudantes do nosso sistema educativo, bem como a maior participação da mulher em atividades produtivas no campo da Ciência, Tecnologia, Artes, Engenharia e Matemática (STEM). Portanto, é uma abordagem educacional interdisciplinar que integra essas áreas, ao focar no aprendizado prático, resolução de problemas reais, criatividade e pensamento crítico, além de preparar alunos para o mercado de trabalho tecnológico”.
Ela explica ainda que “a comunicação também se faz presente na pesquisa, pois possibilita o pensamento crítico, constrói o diálogo assertivo e fortalece a interação docente-discente no processo dialógico em sala de aula e na sociedade em geral, bem como amplia a criatividade”.