Pesquisadoras da Pedagogia apresentam resultados de pesquisa internacional
As professoras da Ufal e pesquisadoras Marinaide Freitas Ferri, do Programa de Pós-graduação do Centro de Educação (Cedu/Ufal), Mariela Salgado-Canto, da Universidade Tecnológica de Panamá (UTP), líder do Centro de Investigación e Innovación Eléctrica, Mecánica y de la Industria (Cinemi) e Nuvia Martez (UTP), apresentaram duas comunicações científicas binacionais no 6° Seminário Internacional CAFTe - 2026 – Currículo, Avaliação, Formação e Tecnologias em Educação.
A apresentação ocorreu ao longo do encontro Diálogos Brasil-Portugal: Currículos, Política e Cultura – em redes internacionais de pesquisa em educação. O evento, realizado de 8 a 10 de setembro na Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), foi a oportunidade de relatar os resultados da pesquisa-matriz denominada Formación Docente para la equidad de género en educación STEM y de emprendimiento: un estudio de actitudes, barreras y didáctica en Panamá, desenvolvida em rede ao longo de 2026.
A comunicação científica da professora Mariela Salgado-Canto (UTP-Panamá), em coautoria com Valéria Campos Cavalcante (Cedu/Ufal) e Enith Gonzálo de Prado (UTP), intitulada Reflexões e perspectivas sobre a formação de docentes no Panamá: a voz feminina estudantil aponta as dificuldades que as jovens enfrentam naquele país, e que a pesquisa confirma “uma falta de igualdade de gênero,- em relação a homens e mulheres no Panamá”. E registra que, apesar disso “futuras professoras reconhecem o progresso e a presença de mulheres em posição de liderança, no entanto, persiste a preferência por homens, associada à ocupação dos mais altos cargos nas empresas”.
Mariela Salgado-Canto explica que "dentro desse contexto, reafirma-se que a construção do currículo faz parte desse processo, podendo ou não produzir diferenças”. Acrescenta ainda: “Em relação às aéreas de STEM (abreviatura em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática), expressaram interesse em adquirir conhecimento, entretanto, identificaram ausências estruturais no processo formativo”.
Currículo emancipador
Por sua vez na divulgação científica elaborada por Marinaide Freitas Ferri (Cedu-Ufal), em conjunto com Nuvia Martez (UTP) e Ahlam Almaeni (UTP) denominada de Formação de futuras educadoras no Panamá: desafios e perspectivas sob a ótica dos/as docentes do ensino superior, a docente da Ufal menciona que a pesquisa em rede mostrou que as propostas pedagógicas panamenhas devem estar ancoradas na educação problematizadora; na escuta ativa; na valorização dos saberes, nos conceitos que favorecem uma postura crítica e a compreensão do processo educativo como prática emancipatória, o que repercutirá de forma positiva na formação docente. "Por sua vez, a educação empreendedora é entendida como um processo pedagógico orientado a identificar oportunidades, criar valor e participar da resolução de problemas”, esclarece Ferri.
De forma sintética a pesquisadora Nuvia Martez (UTP) explica diante das narrativas, recomenda-se a (re)construção do currículo com abordagens pedagógicas inclusivas para a Educação empreendedora e STEM; e o estabelecimento de programas de formação docente para que adquiram conhecimento e atualizem suas práticas pedagógicas. "O esforço deve concentrar-se no alinhamento de políticas públicas, com base no contexto panamenho, e alocação de recursos para superar desafios e as barreiras narradas” diz.
A pesquisa é sediada na Universidad Tecnológica de Panamá (UTP) e objetiva aperfeiçoar a formação docente e o currículo escolar com a valorização de gênero, e tem o apoio da Secretaría Nacional de Ciencia, Tecnología e Innovación (Senacyt) do Panamá. Conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e parceria científica com o Centro de Educação (Cedu) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).