Professor da Ufal inicia pós-doutorado na Universidade de Coimbra, em Portugal

Estágio de 12 meses integra ações do INCT em Ecotoxicologia Terrestre e fortalece cooperação científica internacional entre Brasil e Portugal

Por Ascom Ufal
Professor Flavio Manoel Rodrigues da Silva Júnior
Professor Flavio Manoel Rodrigues da Silva Júnior

O professor Flavio Manoel Rodrigues da Silva Júnior, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), iniciou, em setembro, o estágio de pós-doutorado na Universidade de Coimbra (UC), em Portugal, onde permanecerá até agosto de 2027. Durante o período, o docente estará vinculado à instituição portuguesa na condição de investigador visitante, desenvolvendo atividades de pesquisa, formação e cooperação científica internacional.

O estágio tem duração prevista de 12 meses e será realizado sob supervisão do professor José Paulo Sousa, do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. As atividades serão desenvolvidas junto ao Environmental Ecology and Ecotoxicology Group, com acesso também à infraestrutura do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra. 

Segundo o professor, apesar do estágio de pós-doutorado na Universidade de Coimbra estar em sua fase inicial, tem sido uma  ótima experiência. "Neste primeiro momento, estou me integrando às atividades da instituição, conhecendo melhor a estrutura de pesquisa e estabelecendo contato com pesquisadores e grupos que atuam em áreas próximas às minhas linhas de investigação. O estágio está vinculado às atividades do INCT de Ecotoxicologia Terrestre e tem como foco o desenvolvimento e o aprofundamento de pesquisas na área ambiental, além do fortalecimento de parcerias científicas internacionais, inclusive irei ministrar disciplina e cursos para a pós-graduação da Universidade", destaca. 

Pesquisa integra ecotoxicologia e mudanças climáticas

O plano de trabalho desenvolvido em Coimbra buscará integrar abordagens experimentais e preditivas para avaliar os efeitos combinados das mudanças climáticas e de contaminantes ambientais sobre organismos do solo, com ênfase em isópodes terrestres. A proposta inclui experimentos laboratoriais, avaliação de tolerância térmica, estudos de toxicidade e aplicação de técnicas de inteligência artificial para simular cenários climáticos futuros.

O trabalho também contempla ações de formação, transferência de conhecimento e divulgação científica, incluindo desenvolvimento de cursos, materiais educativos e conteúdos voltados à biodiversidade do solo, contaminação ambiental e impactos da poluição.

Para o professor, a Ufal tem um papel fundamental nesse processo: "Fui beneficiado pelo edital do início do ano de professor substituto para suprir afastamento para pós-graduação e pós doutorado. O afastamento para o pós-doutorado não representa um distanciamento da Universidade, mas uma oportunidade de ampliar redes, estabelecer novas cooperações e trazer para a Ufal experiências, metodologias e possibilidades de projetos conjuntos, inclusive com possibilidades de mobilidade discente", complementa.

Cooperação internacional e retorno para a Ufal

A expectativa é que o período na Universidade de Coimbra resulte na ampliação da produção científica, elaboração de protocolos compartilhados, formação de pesquisadores e consolidação de uma rede internacional de pesquisa em ecotoxicologia terrestre com protagonismo da Ufal. O plano prevê ainda a produção de artigos científicos, materiais técnicos, cursos e produtos de divulgação científica.

A cooperação com a Universidade de Coimbra deverá contribuir também para a incorporação de metodologias avançadas na Ufal, fortalecimento da internacionalização e consolidação de linhas de pesquisa relacionadas à ecotoxicologia climática, ampliando a articulação entre experimentação, modelagem, avaliação de risco e ciência regulatória.

Isso por que a colaboração entre pesquisadores brasileiros e portugueses na área de ecotoxicologia terrestre já vem sendo desenvolvida há mais de dez anos e foi fortalecida pela participação conjunta das instituições no INCT TerrEcotox. A realização do pós-doutorado amplia essa articulação e cria novas possibilidades para projetos, formação de recursos humanos e produção científica conjunta.

A iniciativa está vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ecotoxicologia Terrestre (INCT TerrEcotox), projeto aprovado na Chamada CNPq nº 58/2022 – Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. O INCT está vigente desde dezembro de 2023 e tem financiamento do CNPq, Capes e FAPT (Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins, estado sede do INCT). Flavio integra o projeto e atua em linhas relacionadas à ecotoxicologia terrestre, avaliação de risco ecológico e comunicação e divulgação científica. 

De acordo com a coordenação do INCT TerrEcotox, a permanência do pesquisador na Universidade de Coimbra possui caráter estratégico para a consolidação das ações de internacionalização do projeto, especialmente pelo fortalecimento da cooperação científica entre Brasil e Portugal, pela incorporação de metodologias avançadas e pela ampliação da capacidade de avaliação de riscos ambientais em cenários futuros.

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