‘Mestras no Museu’ valoriza cultura popular e saberes tradicionais de Alagoas

Evento será nesta terça-feira (3), a partir das 18h, no Museu Théo Brandão

Por Willian Kevin - estudante de relações públicas (Ascom MTB)
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O Museu Théo Brandão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) recebe nesta terça-feira (3), o evento “Mestras no Museu: guardiãs da memória e produção territorial de Alagoas”, a partir das 18h. A iniciativa é uma realização dos estudantes da disciplina Comunicação, Economia Criativa e Ativismo (Piex 4) do curso de Relações Públicas da Ufal, do Projeto Memória e Produção em Territórios Culturais, em parceria com o Quintal Cultural e Pró-Reitoria de Extensão/Ufal. Inscrições no site.

A programação conta com painéis, apresentações culturais e atividades voltadas à valorização das trajetórias e dos saberes das participantes. Uma das presenças confirmadas é a mestra Zeza do Coco, do bairro de Bebedouro, patrimônio vivo do estado de Alagoas. Desde a infância, em Cajueiro, mestra Zeza carrega a tradição familiar do coco de roda e lidera o grupo Pagode Comigo Ninguém Pode. Além de sua própria arte, dedica sua vida a perpetuar esse saber, levando seus netos para as rodas e contribuindo para o repasse de conhecimentos.

A mestra Pastora da Ilha de Santa Rita também vai participar. De Marechal Deodoro, marisqueira, artesã e guardiã das Baianas de Marechal Deodoro, ela dança desde os quatro anos de idade. Aos 84 anos, sua trajetória é uma verdadeira aula de resistência contra o racismo e o machismo na preservação dos saberes de sua comunidade.

O evento também conta com a presença da mestra Cistina, importante artesã e líder cultural da Comunidade Quilombola Poços de Lunga, em Taquarana. Por meio de suas bonecas Kalungas, feitas de retalhos, ela dá continuidade ao grandioso legado de sua bisavó, mestra Firmina Mercê de Jesus, a primeira arte-educadora do Quilombo Lunga.

Participa também do evento a mestra Gina Baruk, descendente do povo indígena e artesã em Alagoas, que une a produção manual à identidade do movimento reggae no estado. Sua arte atua como um forte instrumento de expressão, memória e pertencimento, agregando valor cultural e fortalecendo a economia criativa alagoana.

A mestra Fátima Ecobrisa, ativista socioambiental e fundadora do Projeto EcoBrisa, na APA da Jurema, em Arapiraca, também é presença confirmada. Por meio de seu acampamento cultural, ela une as rodas de capoeira, o samba e o plantio de espécies nativas, aproximando a comunidade do cuidado com a natureza. Mestra Tonha do Espírito Santo também estará presente.

Grande guardiã dos povos quilombolas, agricultora, mestra das ervas, enraizeira e coordenadora-geral da histórica Festa do Meado de Agosto. Ela preserva a cultura alimentar do Quilombo Lunga, em Taquarana, e é transmissora de saberes relacionados à cultura alimentar e à cura. Por fim, mestra Tia Célia, de Maceió, batuqueira e fundadora do coletivo Afro-Caeté e do bloco Sururu da Lama. Ela nos ensina que o sururu vai muito além do alimento, transformando-o em um verdadeiro símbolo de cultura, território, memória, economia e pertencimento para o povo alagoano.

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