Escola de conselhos promove oficina para conselheiros tutelares
Atividade será realizada em Maceió e Arapiraca, nos dias 3 e 10 de setembro, e reunirá profissionais do Sistema de Garantia de Direitos
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A Escola de Conselhos de Alagoas, projeto executado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com recursos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF), promove a oficina “Articulação em Rede no Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes”. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas. Para se inscrever, clique aqui para o curso em Maceió e aqui para participar em Arapiraca.
O evento será realizado em duas datas: no dia 3 de setembro, no auditório do Centro de Educação (Cedu), no campus A.C. Simões, e no dia 10 de setembro, no auditório do Campus Arapiraca. As duas atividades acontecem das 8h às 17h com atividades assíncronas totalizando 10h.
A ação é voltada para conselheiros tutelares, conselheiros de direitos da criança e do adolescente e demais profissionais que integram o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). A programação aborda os fluxos de atendimento e encaminhamento, a relação entre as políticas públicas e o Sistema de Justiça, além dos desafios enfrentados no cotidiano dos municípios.
A oficina também contará com uma palestra da bacharel em Serviço Social e ex-coordenadora estadual do SIPIA Conselho Tutelar em Alagoas, Geanne Barbosa. De acordo com a coordenadora adjunta da Escola de Conselhos de Alagoas, Thayná Félix, o objetivo da ação é discutir as atribuições dos diferentes atores e, principalmente, como construir uma atuação articulada entre os serviços e as políticas públicas.
“Queremos partir das experiências dos próprios participantes. Por isso, a oficina terá momentos de análise de situações concretas, discussão dos fluxos existentes nos territórios e construção coletiva de estratégias para enfrentar dificuldades que muitas vezes comprometem o atendimento de crianças e adolescentes”, explicou.
Além disso, a coordenadora reforçou que um dos pontos a serem trabalhados na oficina é a capacidade de analisar situações de violação de direitos e compreender quais atores precisam ser envolvidos para garantir uma resposta adequada. Para isso, serão utilizadas situações concretas e desafios apresentados pelos profissionais.
“Quando uma criança ou adolescente tem um direito violado, é necessário identificar as medidas que precisam ser adotadas, quais serviços devem ser acionados, quais são as atribuições de cada instituição e como acompanhar o caso depois dos encaminhamentos realizados. A formação cria um espaço para discutir dificuldades que aparecem no cotidiano, revisar procedimentos, compreender melhor os fluxos de atendimento e pensar estratégias que possam ser aplicadas nos municípios”, destacou.
A expectativa é que os participantes consigam levar as discussões da oficina para o cotidiano dos seus municípios, com maior clareza sobre os fluxos, as atribuições dos diferentes órgãos e as possibilidades de articulação existentes em cada território. “Esperamos fortalecer o diálogo entre profissionais que muitas vezes atuam no mesmo município e atendem as mesmas crianças e famílias, mas encontram poucas oportunidades para discutir conjuntamente seus processos de trabalho”, concluiu a coordenadora.