Escola de Conselhos conclui atividades de 2025 com certificação de conselheiros

Evento apresentou balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano e contou com palestra de Hugo Monteiro Ferreira, referência em saúde mental de crianças, jovens e adolescentes

Por Maria Villanova – estudante de Jornalismo - Fotos: Renner Boldrino (Ascom Ufal)
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Evento apresentou balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano e contou com palestra de Hugo Monteiro Ferreira, referência em saúde mental de crianças, jovens e adolescentes
Evento apresentou balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano e contou com palestra de Hugo Monteiro Ferreira, referência em saúde mental de crianças, jovens e adolescentes

Em um clima descontraído, celebrando as conquistas e vitórias de um ano de muito trabalho e dedicação, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) promoveu, na manhã desta terça-feira (16), a solenidade de encerramento do ano da Escola de Conselhos de Alagoas, programa vinculado à Universidade em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) e com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O objetivo é a promoção da preservação dos direitos humanos de crianças e adolescentes, fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos e sua rede de atendimento, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A cerimônia também marcou a entrega das certificações aos conselheiros tutelares que participaram da formação continuada oferecida durante o ano de 2025.

Recepcionados ao som da banda “A vida além do Lattes”, formada por servidores, docente e ex-alunos, os conselheiros tiveram um momento de integração prévio, onde foram parabenizados pela dedicação e pelo bom trabalho desenvolvido pelo coordenador da Escola de Conselhos de Alagoas e professor do Centro de Educação, Anderson Menezes, que também agradeceu aos representantes das entidades parceiras. Também fez uma avaliação sobre o ano de 2025:

“A Escola de Conselhos avançou muito esse ano, hoje é uma comemoração. Nós já fizemos três módulos de cinco, com o envolvimento completo dos conselheiros tutelares, que hoje celebram a sua formação, e também todo o envolvimento das entidades ligadas aos direitos da criança e do adolescente. Um ano muito bom, muito positivo e de conquistas”, comentou.

Compuseram a mesa de honra, além do professor Anderson, o pró-reitor de Extensão e Cultura (Proexc/Ufal), professor Cézar Nonato; a secretária executiva de Cidadania da Secdef Anne Caroline Fidelis; a presidenta do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social em Alagoas, Giselda Lins; o presidente do Fórum Estadual de Conselhos, Arquimedes Washington; o presidente da Associação dos Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares de Alagoas, Ariudo Alves e a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Alagoas, Mariana Sampaio.

Em sua fala, representando a Secdef, Anne Caroline destacou a importância da Escola de Conselhos no cumprimento do direito constitucional da proteção da criança e do adolescente, por parte do estado e da sociedade “essa parceria é um reconhecimento, não apenas da importância da pauta, que deve ser a prioridade absoluta, mas também da universidade, uma mola propulsora do conhecimento no nosso estado, no Brasil. E ações de conhecimento devem ser prestigiadas, incentivadas e é objeto do nosso trabalho, das nossas pautas enquanto Secretaria de Estado”, pontuou.

O professor Cézar Nonato também ratificou a importância do programa não só para a Universidade, mas também para a sociedade como um todo, em razão do cuidado e tratativa dos temas, bem como fomentar ações sociais e políticas públicas enquanto entidade de ensino público.

“Este é um momento significativo para a Ufal, na articulação de uma grande rede que trabalha na proteção da infância, da criança ou adolescente, especialmente os conselheiros, tendo em vista a sua responsabilidade na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. Enquanto universidade, nós também ganhamos muito hoje, porque isso ressignificou a forma de ver de muitos nossos docentes, técnicos e estudantes, que atuaram diretamente e desenvolveram um olhar diferenciado para a sociedade”, salientou Cézar Nonato.

O evento também marcou o lançamento do livro “Agora o meu chão são as nuvens: As famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes”, de Hugo Monteiro Ferreira, doutor em estudos da criança e em Educaçãoa. Também palestrante, Hugo apresentou aos presentes mais sobre o seu livro, e sobre as problemáticas contemporâneas envolvendo a saúde mental de crianças e adolescentes: “o livro é resultado de uma pesquisa sobre heterodestruição e aborda a educação de meninos, da relação de crianças e adolescentes com redes sociais e digitais, com telas e a problemática da dependência, e os principais desafios da família, inclusive sobre a importância da educação de meninos numa perspectiva feminista. A recepção do público foi fantástica, respondendo as minhas interações, e me sinto em casa na Ufal, onde já fui professor”, contou Hugo.

Finalizando a manhã, os participantes também assistiram palestras sobre a importância do uso do Sistema de Informação Para Infância e Adolescência (Sipia) em Alagoas e acompanharam o lançamento da Cartilha do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), com informações sobre procedimentos acerca do tema, além de receberem a certificação sobre a conclusão do ciclo formativo de 2025.

Sobre a Escola de Conselhos de Alagoas

A Escola de Conselhos é uma parceria entre Ufal, MDHC e Secdef. Tem como objetivo promover a preservação dos direitos humanos de crianças e adolescentes, fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos e sua rede de atendimento, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Buscando preparar, aprimorar e qualificar os profissionais que atuam no Sistema de Garantia de Direitos, o curso de formação terá cinco módulos, totalizando 160 horas, contemplando temas sobre exercício das funções, panorama sócio-histórico da proteção à infância e à adolescência, contextos e situações de atenção, ética profissional e escuta atenciosa.