Ufal oferta curso sobre saúde da população negra, quilombola, indígena e de povos de terreiro
Atividade será on-line e ofertada pelo Núcleo de Bioética, Educação e Ensino na Saúde da Famed
- Atualizado em
O Núcleo de Bioética, Educação e Ensino na Saúde (NBEES), vinculado à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), está com inscrições abertas para o curso de qualificação “Saúde da População Negra, Quilombola, Povos de Terreiro e Indígena”. Os interessados podem se inscrever até o dia 8 de novembro, com vagas limitadas.
A formação é voltada a profissionais e trabalhadores da área da saúde dos municípios alagoanos, além de servidores da Ufal. A proposta é contribuir para a qualificação dos profissionais, promovendo um espaço de aprendizado, diálogo e troca de experiências sobre a atenção à saúde desses grupos populacionais.
Para o professor Waldemar Neves, docente da Faculdade de Medicina (Famed) e coordenador da iniciativa, as populações quilombolas, os povos de terreiro e os povos indígenas possuem conhecimentos e particularidades próprias, que precisam ser reconhecidos e respeitados pelos profissionais de saúde. Ele destaca que apesar do curso ser voltado à atenção primária em saúde do SUS, o projeto tem caráter interdisciplinar, interprofissional e de articulação de rede. “É importantíssimo que pessoas de outros setores possam participar para compreender o que vem a ser a saúde da população negra, quilombola, povos de terreiro e indígena”, convida.
A iniciativa ressalta a importância de uma assistência mais humanizada, empática e inclusiva, considerando as particularidades e as necessidades das diferentes populações atendidas pelos serviços de saúde: “Precisamos discutir essas temáticas, especialmente porque a formação dos profissionais de saúde nem sempre contempla disciplinas que abordem essas realidades. É fundamental considerar as vulnerabilidades históricas, as barreiras de acesso aos serviços de saúde e as necessidades específicas de cada população, incluindo a prevalência de determinadas doenças, as enfermidades negligenciadas e o sofrimento mental decorrente da discriminação”, explica o professor.
As aulas acontecem de forma online em momentos síncronos e assíncronos. Para o professor, a proposta do curso é tentar compreender como o preconceito, o racismo estrutural e o racismo institucional podem interferir no atendimento e no cuidado em saúde. “Discutir essas questões contribui para preparar os profissionais para reconhecer as desigualdades e oferecer uma assistência mais humanizada, equitativa e adequada às necessidades de cada população”, pontua.
“Também precisamos discutir a importância da equidade no SUS e garantir que essas populações tenham acesso universal aos serviços de saúde, com um atendimento que considere suas necessidades e especificidades. Pelo princípio da equidade, é necessário tratar de forma diferenciada quem apresenta necessidades diferentes, oferecendo a cada pessoa o cuidado adequado à sua realidade”, completa.
Inscrições
Os interessados podem realizar a inscrição diretamente no link.
As aulas terão início no próximo dia 19 de novembro. O curso será realizado integralmente na modalidade de teleeducação em saúde, a distância e online, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), utilizando o Moodle da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O curso é organizado em cinco blocos, cada um com cinco aulas em vídeo, de curta duração, com até 20 minutos por aula. Ao final de cada aula, os participantes têm exercícios de fixação e acesso a leituras recomendadas. Também são indicados filmes e documentários que ajudam a aprofundar os temas abordados.
“As discussões são organizadas de acordo com os conteúdos dos módulos, permitindo relacionar os conhecimentos teóricos a situações práticas do cotidiano dos serviços de saúde. Dessa forma, buscamos preparar os profissionais para reconhecer as necessidades específicas de cada população e aprimorar as práticas de cuidado”, conclui.
Mais informações no perfil @nbees_ufal.