Encontro entre Ufal e MEC avança com Sistema de Trajetórias Escolares

Com workshop realizado entre 28 e 29 de abril no NEES da Ufal, o evento reuniu representantes de diversos estados

Por Texto e fotos - Ryan Charles – estudante de jornalismo (Ascom Ufal)
- Atualizado em
Encontro em parceira com o MEC avança com Sistema de Proteção de Trajetórias Escolares
Encontro em parceira com o MEC avança com Sistema de Proteção de Trajetórias Escolares

Entre os dias 28 e 29 de abril, a Universidade Federal de Alagoas sediou o Encontro de Trabalho do Sistema de Proteção de Trajetórias Escolares (SPTE). O workshop foi uma iniciativa do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES/Ufal), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), por meio da Diretoria de Incentivos à Educação Básica (DIEB), e contou com representantes de diversos estados do país.

O evento marcou o passo inicial para a implementação do SPTE em todo o país. O sistema, que é uma iniciativa do NEES com apoio da DIEB, tem o objetivo de atuar na prevenção e no combate à evasão e ao abandono escolar, por meio de um conjunto de estratégias que envolvem desde a avaliação até intervenções que incidem no contexto escolar. A iniciativa está alinhada a estratégias do Governo Federal, como o Programa Pé-de-Meia, e vai atuar em nível nacional, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal.

O sistema já foi aplicado em quatro estados que serviram de piloto para a implementação, e o coordenador do projeto, Leogildo Freires, explicou que o encontro vai consolidar a viabilidade da aplicação a partir dos resultados obtidos nessas experiências. “Hoje estamos com representantes dos estados Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais e Maranhão, que foram os primeiros a receber nosso sistema, e vamos fazer uma avaliação da experiência piloto e programar os próximos passos para a implementação nacional, que, se tudo der certo, acontece ainda este ano de 2026”, destacou.

Para a gerente de Políticas Públicas do NEES, Julia Gabriele Lima da Rosa, o problema do abandono e da evasão escolar é persistente e vem se aprofundando por diferentes fatores. Um deles é a falta de entendimento da realidade dos estudantes, e o diferencial do SPTE é partir da escuta direta, permitindo que as decisões sejam tomadas de forma mais efetiva, de acordo com a necessidade de cada estado.

“Vamos ouvir os estudantes sobre o que pensam do contexto da escola, do relacionamento com a comunidade escolar e com a família. A partir disso, os estados poderão tomar decisões baseadas nos fatores apontados por eles, que os colocam em maior situação de vulnerabilidade ou os fazem cogitar abandonar a escola. Assim, todos os estudantes do Brasil terão a oportunidade de ter sua voz ouvida por gestores escolares e das Secretarias de Educação”, ressaltou.

A diretora da DIEB, Marisa de Santana da Costa, comemorou a realização do encontro na Ufal e ressaltou a importância da parceria entre o MEC e a Universidade. “Esse momento é muito importante para o que nós vamos produzir agora, já que, num futuro bem próximo, estaremos fazendo a nacionalização de uma estratégia que vai proteger a trajetória escolar dos estudantes do ensino médio em todo o Brasil, graças a essa ação estruturada pelo MEC em parceria com a Ufal por meio do NEES”, finalizou.