Pesquisa convida estudantes a refletirem sobre estresse, alimentação e rotina
Estudo multicêntrico de alcance nacional precisa ampliar a participação da comunidade acadêmica da Ufal para garantir representatividade da instituição nos resultados
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A rotina universitária muda hábitos, encurta o tempo para cozinhar, afeta a qualidade da alimentação e pode até aumentar os níveis de estresse. Para compreender melhor esse cenário entre os estudantes de graduação, a Universidade Federal de Alagoas está convidando a comunidade acadêmica a participar da pesquisa multicêntrica Nutrição é na Cozinha! – 2ª edição, que investiga como habilidades culinárias, qualidade da dieta, estresse percebido e insegurança alimentar se relacionam na vida de universitários.
Coordenada na Ufal pelas professoras Bruna Merten Padilha e Thaysa Barbosa Cavalcante Brandão, da Faculdade de Nutrição (Fanut), a pesquisa integra um estudo nacional desenvolvido em parceria com diversas instituições de ensino superior do país. A proposta busca reunir dados que ajudem a compreender os desafios enfrentados pelos estudantes para manter uma alimentação saudável durante a graduação.
A iniciativa é um esforço científico mais amplo para identificar fatores de risco e contribuir com futuras estratégias de promoção da saúde no ambiente universitário. A pesquisa já passou pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Ufal e pretende analisar o que influencia a vida estudantil.
O trabalho ganha ainda mais importância pelo caráter multicêntrico. Entre as instituições envolvidas estão universidades as federais de Santa Catarina (UFSC), do Rio Grande do Norte (UFRN), do Rio de Janeiro (UFRJ), do Mato Grosso (UFMT), do Paraná (UFPR), do Acre (Ufac), de Recôncavo da Bahia (UFRB), do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da Universidade de São Paulo (USP), e a Universidade de Campinas (Unicamp).
Participação é importante para representatividade
A participação na pesquisa é voltada a estudantes maiores de 18 anos matriculados em cursos de graduação. Ao responder ao questionário, os participantes contribuem para a produção de conhecimento científico sobre alimentação e saúde no contexto universitário brasileiro, fortalecendo também a presença da Ufal em uma pesquisa de grande alcance.
Como os resultados serão comparados nacionalmente, o número de participantes de cada instituição tem peso decisivo para assegurar a representatividade local. “Apesar dos esforços já realizados, temos enfrentado dificuldades para atingir o número necessário de participantes na Ufal. Ressaltamos que, no contexto do estudo multicêntrico, a Ufal é uma das poucas instituições que ainda não alcançaram a amostra mínima prevista, o que pode impactar sua representatividade nos resultados nacionais”, destacaram as coordenadoras.
Com o apoio da comunidade acadêmica, a expectativa é ampliar a participação dos estudantes de Alagoas e garantir que a realidade da universidade esteja devidamente representada entre os dados que irão subsidiar análises e ações futuras em saúde e alimentação no ensino superior.
Clique aqui para responder ao questionário on-line e colaborar com a pesquisa.