Ufal concede uso de 46 quiosques e espaços multiuso em diversos campi
Iniciativa busca ampliar oportunidades para empreendedores, fortalecer a economia local e garantir alimentação acessível à comunidade acadêmica
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Na manhã da última segunda-feira (25), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da Pró-Reitoria de Gestão Institucional (Proginst), realizou a concessão de uso de quiosques, lanchonetes, restaurantes e espaços multiuso da Chamada Pública nº 02/2025 e do Pregão nº 1/2024. Ao todo, foram 46 recintos distribuídos pelo Campus A.C. Simões, Escola Técnica de Artes (ETA) e Espaço Cultural, localizados em Maceió, e pelo Campus de Engenharias e Ciências Agrárias, em Rio Largo.
Os contratos terão vigência de cinco anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Os espaços funcionarão com diferentes horários e cardápios, a depender da disponibilidade dos campi. De acordo com o reitor da Ufal, Josealdo Tonholo, a concessão é uma oportunidade de ampliar a circulação de empreendedores na instituição, movimentar a economia e aumentar o acesso à alimentação de qualidade para os estudantes.
“No fim das contas, temos aqui um papel social muito importante: garantir que esse espaço funcione com qualidade e com preços acessíveis para os estudantes e para toda a comunidade acadêmica. Nosso objetivo é que esse espaço funcione bem, seja sustentável e permita que todos possam trabalhar e sobreviver com dignidade”, destacou.
O pró-reitor da Proginst, Edson Lima, contou que todo o processo foi pensado para que todos os interessados conseguissem participar da chamada pública, garantindo oportunidades para novos participantes e, ao mesmo tempo, respeitando e considerando a trajetória de quem já ocupava esses espaços: “Realizamos audiência pública, promovemos treinamentos e elaboramos materiais explicativos mostrando, por exemplo, como fazer o cadastro e participar corretamente do processo. A ideia sempre foi encontrar um caminho legal que garantisse transparência e ampliasse as oportunidades para novas pessoas participarem, mas sem ser insensível à situação daqueles que já trabalhavam aqui há bastante tempo”, explicou.
Martiene Alves é uma dessas comerciantes que já fazem parte da rotina dos estudantes. Locada no quiosque em frente ao Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema/Ufal) há 26 anos, ela conta que os espaços são uma oportunidade de continuar empreendendo e garantindo que os estudantes tenham acesso a comida de qualidade preparada com carinho.
“A gente aproveita esse espaço porque, se produzimos aqui, também movimentamos a comunidade ao nosso redor. É a comunidade que produz, que fornece materiais e que também consome aquilo que é comercializado aqui dentro. Nosso foco não é outro mercado, é a universidade pública e os estudantes que fazem parte dela. Afinal, a universidade é feita para o povo”, destacou.