8° Encontro Formativo do ProLEEI/AL marca reta final do programa no estado

Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil busca contribuir para o aprimoramento das práticas pedagógicas relacionadas à oralidade, à leitura e à escrita

Por Thayná Vasconcelos -  Assessoria de Comunicação do ProLEEI/Alagoas
Atividades aconteceram nos dias 9 de setembro, nos polos Maceió e Santana do Ipanema, e 10 de setembro, no polo Arapiraca.
Atividades aconteceram nos dias 9 de setembro, nos polos Maceió e Santana do Ipanema, e 10 de setembro, no polo Arapiraca.

O Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI) em Alagoas entrou em sua reta final com a realização do 8° Encontro Formativo, etapa dedicada à retomada dos principais conceitos trabalhados ao longo da formação e à reflexão sobre suas repercussões nas práticas pedagógicas. As atividades aconteceram nos dias 9 de setembro, nos polos Maceió e Santana do Ipanema, e 10 de setembro, no polo Arapiraca.

Voltado à formação continuada de profissionais da Educação Infantil, o ProLEEI busca contribuir para o aprimoramento das práticas pedagógicas relacionadas à oralidade, à leitura e à escrita, considerando os direitos das crianças, as interações e as brincadeiras. Em Alagoas, a coordenação e a gestão do programa estão a cargo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com as formações conduzidas por professores da universidade, que integram um corpo técnico formado por doutores e especialistas em Educação. A iniciativa alcança os 102 municípios alagoanos e articula encontros presenciais, momentos remotos e atividades desenvolvidas nos territórios, envolvendo Formadoras Estaduais, Formadoras Regionais, Formadores Municipais e professoras e professores da Educação Infantil.

No Polo Maceió, o 8° Encontro Formativo aconteceu no Centro de Educação (Cedu) da Ufal, reunindo três turmas para o último encontro presencial. As atividades também foram realizadas em unidades da universidade no interior do estado: no Campus Arapiraca-Ufal e na Unidade Educacional de Santana do Ipanema, ampliando a presença da formação em diferentes regiões de Alagoas. 

Retomada de concepções sobre leitura e escrita

Ao longo da formação, um dos objetivos do ProLEEI foi promover a reflexão sobre o lugar da oralidade, da leitura e da escrita na Educação Infantil. Para a assessora estadual do programa, a professora Renata Maynart, esse processo envolve a desconstrução de ideias que “distanciaram a Educação Infantil desse processo de apropriação da linguagem oral, da leitura e da escrita”. No encontro de encerramento, segundo ela, a retomada dessas discussões permite consolidar a compreensão sobre o lugar que essas práticas ocupam na primeira infância.

“Esse encontro de fechamento faz uma retomada de todas essas concepções para garantir que saia um entendimento de quais são as concepções que o ProLEEI defende quando a gente pensa no lugar que a oralidade, a leitura e a escrita ocupam”, afirmou Renata.

A retomada dos conteúdos, entretanto, está articulada às experiências vivenciadas pelos participantes nos municípios. A estrutura do programa combina encontros presenciais, momentos remotos e atividades nos territórios, criando um movimento contínuo entre reflexão e prática.

Para o professor Jânio Nunes, coordenador adjunto do ProLEEI, essa dinâmica contribui para que os participantes compreendam a formação como um processo progressivo, no qual os conteúdos discutidos nos encontros são retomados e relacionados às experiências desenvolvidas no cotidiano profissional.

“Quando a gente organiza essa formação em oito encontros presenciais, o formador municipal vivencia e entende mais esse processo formativo como um processo mesmo, de oito encontros atrelados aos encontros remotos”, explicou. Segundo o coordenador, essa organização permite que o participante avance em um movimento de “refletir, de voltar para o território e, nesse movimento, de ação e reflexão”.

Formação continuada como direito

A proposta também parte da compreensão da formação continuada como um direito dos profissionais da Educação Infantil. Para a coordenadora geral, professora Adriana Cavalcanti, o percurso formativo cria condições para que os professores aprofundem conhecimentos, discutam suas práticas e reflitam sobre sua própria atuação profissional. “Essa formação continuada também reforça a garantia de um direito do professor de Educação Infantil: formar-se em serviço e em uma perspectiva de formação que coloca para o grande diálogo o aprofundamento e a discussão”, ressaltou.

Para Adriana, a trajetória no ProLEEI também amplia o entendimento sobre o papel dos profissionais nas práticas desenvolvidas com as crianças. “É um movimento de formação em que o professor se reconhece como mediador dessas práticas e também com uma identidade: o que significa ser professor da Educação Infantil”, explicou.

Troca de experiências e repercussão nos municípios

A construção coletiva de conhecimentos é outro aspecto destacado por profissionais que participam do programa. Para Simone Souza, formadora municipal de Maceió, os encontros possibilitaram retomar textos, aprofundar discussões e ampliar os saberes construídos ao longo do percurso. “Na minha experiência este ano, os encontros fluíram de uma forma muito significativa. Essas retomadas de alguns textos, aprofundamento de outros, ampliação de saberes... algo que é muito válido no ProLEEI é essa abertura de troca de experiências”, avaliou.

Segundo Simone, esse intercâmbio acontece tanto entre as formadoras quanto no trabalho desenvolvido posteriormente com as professoras cursistas nos municípios. Os momentos formativos, segundo ela, constituem espaços de reflexão sobre o cotidiano da Educação Infantil, com atenção ao protagonismo das crianças e à construção de práticas com significado.

A circulação dessas discussões entre a formação estadual, a formação municipal e as redes de ensino é apontada pela Formadora Estadual Viviane Reis como um dos caminhos para que o programa repercuta nas práticas desenvolvidas nos municípios. Segundo ela, “as discussões desenvolvidas no programa são compartilhadas pelas formadoras municipais com professoras e professores da Educação Infantil, criando possibilidades para que as práticas sejam revistas e redesenhadas”.

A formadora também destacou que a proposta do ProLEEI parte da compreensão de que a leitura, a escrita e as práticas de oralidade integram os direitos das crianças. Para Viviane, a construção do cotidiano pedagógico deve considerar os interesses e as motivações dos bebês e das crianças, articulando essas experiências às interações e às brincadeiras.

Universidade e regime de colaboração no ProLEEI

O ProLEEI integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), iniciativa do Ministério da Educação (MEC) desenvolvida em parceria com universidades públicas, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Em Alagoas, a Universidade Federal de Alagoas é responsável pela coordenação e gestão do programa, realizado por professores da universidade com formação de doutorado e especialização na área da Educação.

 

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